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O efeito Jardim

O buraco da Madeira, as ocultações desse buraco financeiro e a conduta do homem que governa a região desde 1978 têm efeitos na própria democracia, efeitos esses que merecem ser estudados, talvez até mais pela sociologia e pela ciência politica.
O que é um facto incontestável é que políticos daquela natureza não têm efeitos benéficos na democracia, na crença dos cidadãos nos seus representantes. Dito por outras palavras, aquela forma de fazer política contra o continente, ameaçando, declarando inimigos e cerceando liberdades é nefasta para a consolidação democrática que assenta na liberdade de expressão, no respeito pelo adversário político e na coesão.
O efeito Jardim nasce de alguém que procura a todo o custo permanecer no poder, alguém que criou na região um feudo pessoal, alguém que desrespeita tudo e todos em nome de uma pretensa superioridade que mais não é do que demagogia barata.
Esta forma de fazer política contribui inexoravelmente para o enfraquecimento do Estado democrático e, em bom rigor, esta forma de fazer política só subsiste graças à conivência de quem tem o poder de escolher os seus representantes.
O efeito Jardim é mais um elemento deprimente num país que procura desalmadamente tapar buracos, aplicando de bom grado uma ideologia caduca, enquanto espera por dias melhores.

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