Avançar para o conteúdo principal

Vergonhoso

A situação financeira, designadamente o facto das entidades oficiais desconhecerem as dívidas da Madeira, exceptuando o Presidente da República, e a descoberta de novos buracos é verdadeiramente vergonhosa.
As críticas ao longo reinado de Alberto João Jardim sempre foram profusas. Infelizmente, os vários governantes da República sempre mostraram uma ligeireza assustadora com o senhor em questão. A forma como Alberto João Jardim se comportou em democracia mereceu invariavelmente críticas de muitos que também eles foram alvo dos impropérios do inefável Presidente da Região Autónoma da Madeira.
Outro ponto que sempre mereceu críticas foi precisamente a forma como a Madeira era gerida. Foram muitos a chamar a atenção para os elevados níveis de endividamento da Madeira, com a proliferação de obras atrás de obras. Essas críticas, mais uma vez, caíram em saco roto. Há muitos responsáveis pela actual situação da Madeira e por inerência do país - um deles é o actual Presidente da República, talvez o pior Presidente da República das últimas três décadas.
A ineficiência da Justiça e a partidocracia instalada voltam a fazer estragos na economia do país. Este senhor sairá imaculado de toda esta situação, enquanto o contribuinte terá que suportar estes e outros buracos.
A democracia é um sistema falível. O caso da Madeira é paradigmático dessas falhas. Alguém perpetua-se no poder, esconde dívidas e mostra não saber respeitar os mais básicos princípios da vida democrática. A consequência: reeleição. Repito: nós só temos o que merecemos.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...

Fim do sigilo bancário

Tudo indica que o sigilo bancário vai ter um fim. O Partido Socialista e o Bloco de Esquerda chegaram a um entendimento sobre a matéria em causa - o Bloco de Esquerda faz a proposta e o PS dá a sua aprovação para o levantamento do sigilo bancário. A iniciativa é louvável e coaduna-se com aquilo que o Bloco de Esquerda tem vindo a propor com o objectivo de se agilizar os mecanismos para um combate eficaz ao crime económico e ao crime de evasão fiscal. Este entendimento entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista também serve na perfeição os intentos do partido do Governo. Assim, o PS mostra a sua determinação no combate à corrupção e ao crime económico e, por outro lado, aproxima-se novamente do Bloco de Esquerda. Com efeito, a medida, apesar de ser tardia, é amplamente aplaudida e é vista como um passo certo no combate à corrupção, em particular quando a actualidade é fortemente marcada por suspeições e por casos de corrupção. De igual forma, as perspectivas do PS conseguir uma ma...

Mais uma indecência a somar-se a tantas outras

 O New York Times revelou (parte) o que Donald Trump havia escondido: o seu registo fiscal. E as revelações apenas surpreendem pelas quantias irrisórias de impostos que Trump pagou e os anos, longos anos, em que não pagou um dólar que fosse. Recorde-se que todos os presidentes americanos haviam revelado as suas declarações, apenas Trump tudo fizera para as manter sem segredo. Agora percebe-se porquê. Em 2016, ano da sua eleição, o ainda Presidente americano pagou 750 dólares em impostos, depois de declarar um manancial de prejuízos, estratégia adoptada nos tais dez anos, em quinze, em que nem sequer pagou impostos.  Ora, o homem que sempre se vangloriou do seu sucesso como empresário das duas, uma: ou não teve qualquer espécie de sucesso, apesar do estilo de vida luxuoso; ou simplesmente esta foi mais uma mentira indecente, ou um conjunto de mentiras indecentes. Seja como for, cai mais uma mancha na presidência de Donald Trump que, mesmo somando indecências atrás de indecência...