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Ainda e sempre a Grécia

Já há um novo pacote de austeridade para que a Grécia não corra o risco de entrar em incumprimento. Pelo menos é desta forma que o Governo de Papandreou vai tentar evitar esse cenário.
A verdade é que a situação grega piora de semana para semana. A contracção económica da Grécia será, ao que tudo indica, de 5 por cento. O nervosismo nas bolsas é acentuado e a principais vozes europeias não acalmam os receios da Grécia entrar mesmo em incumprimento.
Estas notícias são péssimas para toda a Europa, em particular para os países em dificuldades como é o caso de Portugal. A receita neoliberal está a falhar na Grécia e não tem dado os melhores resultados na Irlanda, cujos principais indicadores económicos têm sido alvo de revisão. Todavia, o problema mais grave é de longe o grego.
Por outro lado, espera-se que a contestação social na Grécia suba de tom. Agora é um imposto sobre o património e não se exclui a possibilidade de mais despedimentos na Administração Pública grega. Nestas circunstâncias teme-se o pior nas ruas da principais cidades do país.
O ridículo ganha nova forma com propostas como a do comissário alemão que sugere que os países endividados coloquem as suas bandeiras a meia-haste. Não sei o que é que países que cometeram as maiores atrocidades no século passado deveriam então fazer. De igual modo, o mesmo comissário deveria lembrar-se de quanto tempo levou o seu país a pagar dívidas, já para não falar de dívidas que entretanto foram perdoadas, com prejuízo para todos.

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