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Uma Europa sem soluções

Está marcada para hoje uma reunião de emergência envolvendo os mais altos responsáveis da Zona Euro. Em cima da mesa está a periclitante questão da Grécia, mas também a possibilidade de um outro Estado necessitar de intervenção: a Itália.
A Europa mostra a cada dia que passa que não tem soluções para a crise que não cessa de contagiar outros países e quando há algum país que se mostre disposto a inverter a situação, encontrando soluções que permitam à Europa sair deste impasse, países como a Alemanha acabam sempre por bloquear essas soluções.
A possibilidade de um país como Itália proceder a um pedido de ajuda constitui um grave problema para a Europa. Trata-se de mais um sinal de que a estrutura da moeda única está mal desenhada e não possuiu instrumentos que permitam fazer face aos problemas que são hoje colocados.
Por cá, o país virou-se contra as agências de rating. As figuras mais insuspeitas mostram o seu desagrado contra essas agências. Não, este texto não foi escrito em 2008 quando se percebeu que as agências de rating eram também responsáveis pela crise. Este texto foi escrito no dia 11 de Julho de 2011. Só agora é que vemos os responsáveis políticos atacarem as agências de rating que mais não são do que um sintoma de uma doença muito mais grave, uma doença que continua a ser ignorada por esses mesmos responsáveis políticos.
A situação que se vive em Portugal e noutros países da Europa tem subjacente um problema político - a nível interno e a nível Europeu. A solução também ela só pode ser política, mas como é notório, os senhores que ocupam actualmente a cadeira do poder não fazem parte da solução. Isso será mais visível a cada dia que passar.

Nota: Os meus parabéns à SIC Notícias por ter passado o documentário "Dividocracia".

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