quinta-feira, 12 de maio de 2011

Estado Social

A defesa do Estado Social tem sido central para a pré-campanha eleitoral do PS. Porém, no seu programa eleitoral, não se percebe muito bem como o PS assegurará a manutenção do Estado Social. O mesmo se passa com o programa do PSD. O primeiro é demasiado genérico, o segundo, embora mais completo, não deixa de ser omisso em matérias essenciais como é o caso do Estado Social.
De todo o modo, não basta dizer que se pretende defender o Estado Social. Importa perceber como é que isso é feito e o que é que cada partido entende por Estado Social ou Estado Providência.
A defesa do Estado Social não deve ser confundida com a defesa de um Estado corporativista, ineficiente, virado para si próprio e despesista. Não se pode confundir a defesa de um contrato social com a manutenção dos mesmos males que nos trouxeram até ao ponto em que chegámos.
A Saúde, Educação e Segurança Social pesam consideravelmente nos orçamentos. No entanto, são áreas essenciais para a construção de um Estado equitativo e desenvolvido. Mas não chega dizer apenas isto, é imperativo que se explique como fazê-lo, ao invés de se repetir incessantemente que é essa a sua defesa, ao mesmo tempo que se apresenta programas eleitorais muito pouco elucidativos.

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