quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cultura

As crises têm destas coisas, tudo, ou quase tudo é relativizado. A cultura, com ou sem ministério, passará a ser mais uma das áreas onde imperará a ideia de contenção de custos, o que não é necessariamente negativo. O que de facto é negativo é a sua relativização ou mesmo menorização.
A cultura será invariavelmente uma área em que os cortes, independentemente se fazem ou não sentido, terá um suposto impacto menor. Os cidadãos têm maior relutância em aceitar cortes em áreas como a saúde ou educação, mas dificilmente se poderá assistir a manifestações em prol da cultura, exceptuando naturalmente pequenas manifestações compostos por intervenientes nessa área.
É também evidente que o ministério da cultura é para muitos um mero distribuidor de subsídios, muitos deles pouco compreendidos pela generalidade das pessoas. Mas o ministério da cultura tem que ser muito mais do que isso, tem que ser promotor, tem que divulgar, tem que defender o que é criado em Portugal, deve ter atenção ao património nacional tantas vezes desprezado, tem que articular-se com o ministério da educação e, essencialmente, não pode deixar que a cultura seja relativizada.
Escusado será repetir que a cultura tem impactos a vários níveis e que é fundamental até do ponto de vista do desenvolvimento do país.
O PSD discute a possibilidade de acabar com o ministério da cultura. A medida em si pode não ser necessariamente negativa, embora na actual conjuntura e na senda de poupança esta medida levanta as mais naturais dúvidas.

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