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Medidas de austeridade

Enquanto os líderes dos dois principais partidos políticos falam em acordos pós-eleitorais, um dia querem no outro nem por isso, os cidadãos aguardam as medidas de austeridade que são a contrapartida de se ter recorrido à "ajuda" externa.
Os jornais arriscam avançar algumas dessas medidas para depois virem a ser desmentidas pelo Governo. Torna-se mais difícil é saber se o Governo tem credibilidade para refutar aquilo que os jornais avançam. De qualquer modo, as medidas de austeridade não deverão ser particularmente diferentes daquelas aplicadas na Irlanda e na Grécia. São medidas que incidem sobre pensões e prestações sociais, funcionários públicos, investimento público, impostos. A receita não deve conter grandes novidades.
Diz-se que dos elementos da troika, é o FMI a pretender introduzir medidas que aumentem a competitividade e o desenvolvimento do país e a pugnar pela aplicação de juros mais baixos e prazos mais dilatados relativos empréstimo concedido a Portugal, sinal de que a Comissão tem uma agenda ainda mais neoliberal.
Com efeito, as medidas de austeridade que apenas tenham em vista cortar despesa, desprezando-se assim o crescimento económico que o país tanto necessita, só vão aprofundar os problemas do país. Austeridade por austeridade só redundará em mais recessão e mais pobreza.

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