sexta-feira, 11 de março de 2011

Dia 12 de Março

Nas vésperas do protesto Geração à rasca, importa voltar a sublinhar a importância que este tipo de movimentos tem para a saúde democrática. Contrariamente à ideia que muitos têm de democracia, a voz do cidadão tem que ser audível. Uma democracia consolidada é composta por cidadãos atentos e activos. No caso particular de uma democracia representativa, a eleição de representantes do povo não invalida a continuação de uma participação activa por parte dos cidadãos. Dito por outras palavras: não chega votar e cair novamente na inércia.
De igual modo, uma democracia quer-se pluralista. Uma democracia é o contexto ideal para a existência de uma pluralidade de opinião. O protesto como aquele de dia 12, independentemente da adesão dos cidadãos, é um excelente sinal de que essa pluralidade de opinião assente na existência de um espaço de debate público - que pode muito bem ser virtual - é uma realidade num país tantas vezes acusado de se ter refugiado na resignação. Será seguramente um protesto pacífico.
Espera-se, pois, que os jovens e os menos jovens saiam para a rua no dia 12 de Março e que mostrem que a democracia portuguesa está viva. Para já, o movimento Geração à Rasca já conseguiu duas vitórias: chamou a atenção para o problema da precariedade e mostrou precisamente que a democracia portuguesa está viva. Para estes movimentos poderem dar um contributo para a construção de um país mais igual têm forçosamente que contar com a participação dos cidadãos. Consequentemente, amanhã não há desculpa para ficar em casa.

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