terça-feira, 15 de março de 2011

Crise política

A frase é a mais proferida pela comunicação social e pela classe política. Depois do anúncio de mais medidas de austeridade, o Governo joga a carta da crise política e das suas nefastas consequências.
O que parece imperceptível aos arautos das consequências nefastas da crise política, é que a crise política é muito mais profunda. A crise é das próprias instituições democráticas cuja credibilidade anda pelas ruas da amargura; a crise é dos próprios partidos políticos confinados a um hermetismo assustador; a crise é da própria democracia que vai tendo uns laivos de dinamismo, mas apenas graças a cidadãos que conseguem mobilizar outros cidadãos, como foi o caso do protesto de dia 12 de Março que encheu várias cidades do país.
O que vai agravando a crise política é a incapacidade que os partidos políticos mostram em mudar, em se aproximarem dos cidadãos e em mostrarem aptidões para resolver os problemas do país.
Por conseguinte, a crise política de que tanto se fala é insignificante comparada com a verdadeira crise que afasta inexoravelmente cidadãos de partidos políticos. É sobre esta crise que se deve reflectir.

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