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E agora Egipto?

Mubarak finalmente abandonou o poder. O povo egípcio deu uma lição ao ditador, mas também ao mundo, mostrando que a força dos cidadãos não deve nem pode ser menosprezada. Contudo, o futuro do país é uma incógnita. Nas mãos dos militares, o país está no limbo da incerteza e muitos Egípcios continuam sem desmobilizar da praça Tahrir, embora a desmobilização venha a efectivar-se. Note-se que algumas das suas exigências ainda não foram totalmente cumpridas, designadamente as detenções sem fundamento e os presos políticos.
O futuro do Egipto deve passar pelo rápido restabelecer da normalidade, através da criação de instituições democráticas e da realização de eleições livres. Sejamos realistas: apesar da preponderância do exército, organizações como a Irmandade Muçulmana (reprimidas pelo regime) terão um papel a desempenhar no novo Egipto, o que não quer dizer forçosamente que o radicalismo venha a tomar conta do país.
De facto, espera-se que o povo egípcio continue a ser um exemplo para o resto do mundo: um exemplo que mostra ao mundo que o povo não tolera tudo e que luta veementemente pela mudança, esperemos que por uma mudança democrática.
Agora a luta continuará noutros palcos como a Argélia, por exemplo. Palcos em que o radicalismo tem os olhos postos.

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