quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Efeito de contágio

Tunísia, Argélia, Egipto, Iémen são países cujas populações demonstram o seu descontentamento face a Governos pouco democráticos. O caso tunisino é o mais paradigmático e o que até agora produziu resultados concretos, designadamente com a queda do governo e com a fuga do Presidente. De qualquer forma, o descontentamento noutros países da região manifesta-se nas principais cidades.
É evidente que existem outras questões latentes, para além da natureza dos próprios regimes. Procura-se mais liberdade, essa é, de facto, uma evidência. Assim como se rejeita a natureza amiúde corrupta e cerceadora de liberdades dos regimes. No caso do Egipto, o Presidente Mubarak está à frente dos destinos do país há trinta anos e fala-se numa sucessão dinástica. Não se pode descurar que as difíceis condições económicas, designadamente o desemprego é uma das principais razões que leva a aumento visível do descontentamento. De resto, o caso tunisino serve de exemplo a outros países da região. Consequentemente, espera-se um período de acentuada instabilidade, com consequências potencialmente inesperadas.
Quanto à comunidade internacional, designadamente à União Europeia, espera-se pouco mais do que a já pouco original passividade, pese-embora a proximidade da região em causa.

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