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Davos: mais do mesmo

Segundo o Jornal "Público", o Fórum Económico Mundial realizado em Davos volta a ser fortemente marcado pela presença do sector financeiro, isto depois de dois anos de alguma retracção. Depois da crise do subprime, o sector financeiro teve menos proeminência em Davos, mas ao que tudo indica, pode-se esperar um regresso à normalidade.
Esta notícia não constitui propriamente novidade, trata-se apenas da confirmação de que nada muda, e quando alguma coisa muda é na perspectiva do cidadão comum que assiste a um acentuado retrocesso social.
Davos é mais do mesmo: continua-se a insistir em receitas que levaram à crise grave que o mundo inteiro atravessa. É claro que se vai elogiar o crescimento económico de países como a China - à custa da supressão de direitos sociais e a regras de comércio invariavelmente desiguais. Como se a China representasse um bom exemplo da globalização da economia.
Os problemas de crescentes dificuldades e de um retrocesso social assinalável em muitos países - não só na Europa - passa a ser uma questão de somenos. Os senhores banqueiros - os mesmos que têm contribuído para uma globalização selvagem, voltam a ser os convidados de honra de Davos. Até quando? Esta é a pergunta que se coloca.

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