quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Crise política

O candidato presidencial Cavaco Silva não excluiu a possibilidade de ocorrer em Portugal uma crise política. Os ânimos no PS exaltaram-se. E os cidadãos assistiram novamente a um exercício de verdadeira inutilidade das afirmações dos candidatos presidenciais.
A possibilidade de uma crise política começou a desenhar-se poucos meses após a reeleição deste Governo. Nunca existiram condições para a Governação, as coligações nunca se formaram e os acordos pontuais entre Governo e outros partidos com assento parlamentar foram virtualmente inexistentes. Consequentemente, onde é que está a novidade nas palavras de Cavaco Silva.
Na melhor das hipóteses as palavras de Cavaco Silva poderão indiciar que o candidato está aberto à possibilidade de contribuir para a queda deste Governo, aprofundando a crise política que já existe. Ou será que alguém acredita que o actual Governo governa? O actual Governo aumenta impostos, o preço dos serviços e corta em subsídios e salários - isso não é governar, é, quando muito, assalta o bolso dos cidadãos.
A crise política enunciada pelo candidato presidencial Cavaco Silva quer dizer muito pouco. Como é habitual com este candidato, as palavras são sempre as mínimas possíveis, deixando em aberto todo o tipo de possibilidade. Talvez depois da sua reeleição e já com muito pouco a perder, Cavaco Silva contribua para a queda de um Governo que já nasceu torto.

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