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Agora é a vez do Egipto

As convulsões que se vivem no Egipto são indissociáveis da natureza não democrática do regime e do desemprego que afecta muito em particular os jovens mais qualificados. Recorde-se que o país cresce exponencialmente no que diz respeito à população. Vários estudos indicam a dificuldade que o país tem em criar emprego, designadamente o mais qualificado.
De igual forma, a permanência no poder de Mubarak e a inexistência de um regime democrático são reivindicações do povo egípcio. O Presidente Mubarak promete mudanças e mais abertura, mas a sua permanência não é aceite, como se vê pela revolta que tomou conta das principais cidades egípcias.
Parece dificil que Mubarak permaneça no poder e o seu principal opositor, ElBaradei, vai ganhando terreno. Importa referir que o Egipto tem especificidades que têm que ser levadas em conta: a sua proximidade com Israel, a sua relação com Israel, a Irmandade Muçulmana que conta com milhões de adeptos no Egipto e não só, a sua dimensão e importância no mundo árabe.
Assim, as consequências desta revolução egípcia são importantes não só para a região como para o mundo. Note-se ainda que as reivindicações do povo egípcio têm todo o peso da legitimidade. Como outros povos da região
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