Avançar para o conteúdo principal

Subida da despesa na Saúde

A despesa com a Saúde sobe todos os anos e o ministério admite ser muito difícil fazer cortes sem pôr em causa os serviços. Embora todos sejamos apologistas de equilíbrios em matéria de despesa nesta e noutras áreas, não podemos ignorar que na área da Saúde será sempre muito difícil conseguir equilíbrios que noutras áreas são mais fáceis de alcançar. Com o envelhecimento da população outra coisa não seria de esperar que aumentos na despesa com a Saúde.
Todavia, espera-se igualmente que essa dificuldade na redução da despesa não seja uma carta branca para a má gestão, nomeadamente para o despesismo. O rigor é essencial. Como sabemos, esse rigor fica, por vezes, relegado para segundo plano.
De um modo geral, são sobejamente conhecidas as dificuldades que as finanças públicas atravessam. E é precisamente por isso que o Estado tem que assumir responsabilidades e estabelecer prioridades. Ninguém pode pensar ingenuamente que o dinheiro chegará para tudo, mas é essencial que, de uma vez por todas, o Estado assuma as suas prioridades que devem ser consonantes com os princípios do Estado Social. A Saúde deve ser indubitavelmente uma prioridade, a par da Educação e da Segurança Social (pensões e subsídio de desemprego). Corte-se noutras áreas, reduza-se o despesismo com parcerias público.-rivadas de difícil compreensão, repense-se a natureza do investimento público, acabe-se com a partidocracia em que vivemos e que engorda tantos e tantos. Não se ponha é em causa a saúde das pessoas. Pense-se antes em melhorar este sector que não pode ser apenas analisado do ponto de vista dos números.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...

Direitos e referendo

CDS e Chega defendem a realização de um referendo para decidir a eutanásia, numa manobra táctica, estes partidos procuram, através da consulta directa, aquilo que, por constar nos programas de quase todos os partidos, acabará por ser uma realidade. O referendo a direitos, sobretudo quando existe uma maioria de partidos a defender uma determinada medida, só faz sentido se for olhada sob o prisma da táctica do desespero. Não admira pois que a própria Igreja, muito presa ao seu ideário medieval, seja ela própria apologista da ideia de um referendo. É que desta feita, e através de uma gestão eficaz do medo e da desinformação, pode ser que se chumbe aquilo que está na calha de vir a ser uma realidade. Para além das diferenças entre os vários partidos, a verdade é que parece existir terreno comum entre PS, BE, PSD (com dúvidas) PAN,IL e Joacine Katar Moreira sobre legislar sobre esta matéria. A ideia do referendo serve apenas a estratégia daqueles que, em minoria, apercebendo-se da su...

O anacronismo do PCP

Domingos Lopes, destacado militante comunista, decidiu abandonar o partido e explicar o porquê desse abandono. As explicações deste militante vão na mesma linha de outros que se afastaram voluntariamente ou que foram convidados a sair e centram-se na aversão do partido ao diálogo, a dificuldade visível em lidar com a pluralidade de opinião, e na ortodoxia cega que este partido demonstra ter em relação ao que se passa no mundo. É por demais evidente que a saída do militante em questão não terá sido fruto do acaso, a pouco menos de duas semanas de um importante período eleitoral. As razões que estão subjacentes à saída de Domingos Lopes poderão não ser totalmente conhecidas, mas aquilo que é enunciado pelo ex-militante do PCP em matéria de visão do mundo e democracia interna do partido já é sobejamente conhecido. Aliás, as opiniões de dirigentes do PCP sobre regimes totalitários como o norte-coreano já não provocam espanto em ninguém. Dentro do partido há quem se reveja nototalitarismo ...