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A importância das palavras

Sabendo de antemão que os poderes presidenciais não são de natureza executiva, não se pode ainda assim menosprezar a importância das ideias dos vários candidatos à Presidência da República. Como já se percebeu, há um candidato que se mostra avesso à troca de ideias e à discussão sobre os assuntos mais prementes da vida do país. O candidato Cavaco Silva, o mesmo candidato que não quer colar a sua imagem à classe política, não demonstra ter apetência e vontade para essa discussão.
Com efeito, existe a ideia de que o que interessa são os actos e não tanto as palavras. Parafraseando John Stuart Mill: "O homem consegue rectificar os seus erros através da discussão e da experiência". Esta frase parece fazer pouco sentido hoje e ainda menos parece fazer sentido para o Presidente e candidato Cavaco Silva. Ora, os cidadãos querem saber quais as posições dos vários candidatos presidenciais sobre uma miríade de assuntos, não chega a habitual gestão de silêncios, em particular quando foi o silêncio, a apatia e a inércia dos cidadãos que contribuiu largamente para a difícil situação que o país está a atravessar.
Importa pois ouvir as ideias dos candidatos, assistir à digladiação de argumentos e perceber o que é que cada candidato pensa sobre os problemas do país. De silêncios e de palavras vagas e ocas estamos todos fartos.

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