terça-feira, 12 de outubro de 2010

Prémio Nobel da Paz e a reacção do PCP

O prémio Nobel da Paz deste ano foi entregue ao opositor chinês Liu Xiaobo. As reacções do regime chinês não se fizeram esperar e entre acusações à Noruega e chantagens pueris, a China mostra novamente que ainda está longe de proporcionar aos seus cidadãos a liberdade que muitos ambicionam. Recorde-se que o prémio Nobel da Paz deste ano encontra-se preso.
Por cá, assistimos a declarações do Partido Comunista Português reveladoras da verdadeira natureza do partido. O PCP põe mesmo em causa o galardão e crítica veementemente a atribuição do prémio que terá sido fruto. segundo a sapiência do partido, de pressões dos Estados Unidos. Para o PCP a supressão de liberdades básicas, a natureza repressiva do regime chinês e a incursão da China no capitalismo mais selvagem são meros detalhes sem qualquer importância. Aliás, é irónico assistir aos discursos do PCP de defesa dos direitos dos trabalhadores e, simultaneamente, verificar que este é o mesmo partido que defende um regime que despreza os mais básicos direitos dos trabalhadores e que coloca em causa décadas de conquistas sociais.
O prémio Nobel da Paz deste ano tem o condão de contribuir para que o Partido Comunista Português mostre a sua verdadeira natureza; uma natureza que, em nome da mais abjecta ortodoxia, acaba por nos envergonhar a todos.

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