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A revolução de Chavéz

A revolução de Chávez inspirada nos princípios de Símon Bolívar continua a fazer as suas vítimas para gáudio dos arautos da "Revolução Bolivariana". A comunicação social foi novamente a vítima do despotismo de Hugo Chávez, canais de televisão são punidos, mesmo o canais de cabo, se não prestarem vassalagem a Chavez. A comunicação social não escapa à obrigação (ou será dever patriótico?) de emitir os discursos prolixos de Chávez. O canal que se recusar perde a licença.

No passado foi a rádio a principal visada pela senda de autoritarismo que faz parte de quem está à frente dos destinos da Venezuela. Uma das principais consequências da dita revolução bolivariana foi precisamente a liberdade imprensa. O Sr. Chávez para além de ver nos EUA uma espécie de nova peste negra, tem ainda a virtude de privar os seus cidadãos de liberdades essenciais. É também o cerceamento de liberdades fundamentais que fazem a revolução de Hugo Chávez.

Há, apesar desta pequena e quase insignificante questão das liberdades, uma vasta legião de seguidores e admiradores de Chavéz e não estão apenas na América do Sul. Na Europa, e claro está, em Portugal são muitos os admiradores do Presidente Venezuelano e não me estou a referir ao primeiro-ministro que admira o petróleo venezuelano e não propriamente o Presidente. São geralmente seguidores de uma esquerda que condena veementemente cada passo dado pelos EUA e, até certo, pela Europa e cala-se perante os atropelos aos Direitos Humanos que se verifica na China, no Médio Oriente, na Ásia Central, etc. Para eles, Chávez faz frente aos EUA, nacionaliza a economia e luta contra a pobreza - pelo menos assim apregoa - é suficiente para endeusar o Presidente venezuelano. Quanto às liberdades, não se parece inquietarem muito, até porque essas liberdades são amiúde vistas como meros detalhes que vale a pena sacrificar em nome de uma ideologia.

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