sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Suicídio do PSD

As palavras são de Pinto Balsemão referindo-se à situação interna do que partido que ajudou a fundar. Marcelo Rebelo de Sousa, um eterno potencial candidato à liderança do partido, já veio desvalorizar a "imagem" de Pinto Balsemão. Embora possa haver algum exagero de retórica, a verdade é que o PSD perdeu o rumo e parece com pouca vontade de se encontrar e de se assumir como alternativa ao Governo do PS.

As guerras intestinas entre facções do partido que disputam lugares e dão a má imagem que os partidos políticos têm são o dia-a-dia de um partido profundamente destabilizado . Discute-se quem sucede à ainda líder do partido, na senda de conseguir um lugar junto a esse novo líder, mas a discussão sobre as ideias e projectos que o PSD pode oferecer ao país simplesmente não existe.

Sabe-se que o panorama político em Portugal e não só - noutras democracias consolidadas o cenário não é particularmente diferente - pauta-se pelas discussões sobre minudências , geralmente direccionadas a outros políticos, mas a pobreza de ideias que se vive no PSD chega a ser desoladora. Entre populismos, liberalismos e ainda uns poucos resquícios de uma social-democracia, o país fica por saber o que é o PSD. E mais grave: o próprio partido já não sabe há muito tempo o que é.

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