Avançar para o conteúdo principal

Al-Qaeda reivindica atentado

A Al-Qaeda reivindicou o atentado no avião de passageiros que partiu de Amesterdão. A tentativa falhou. Mas o facto é que esta tentativa mostrou as debilidades de segurança que ainda existem nos aeroportos. Afinal de contas, este passageiro conseguiu entrar no avião com um pó da familia da nitroglicerina, para além de um liquido que transportava numa seringa.

Importa referir que o facto de ter sido a Al-qaeda a reivindicar este atentado não é por si só um facto revelador da gravidade da situação. Em primeiro lugar porque não há grandes certezas sobre a Al-qaeda, ou seja o conhecimento sobre este grupo não é suficientemente abrangente e são muitas as incertezas; em segundo lugar, existe uma multiplicidade de grupos terroristas que se inspira na Al-qaeda, havendo muitas incertezas sobre se existem ligações ou não ao famigerado grupo.

De qualquer modo, esta tentativa falhada tem que ser levada em conta. Hoje falhou, ninguém nos garante que amanhã nos aconteça o mesmo. Não é através de guerrasconvencionais e de invasões que se combate o terrorismo, mas também não é abdicando de viver a vida como sempre vivemos, nem tão-pouco se combate o terrorismo sucumbindo ao medo. O combate que tem sido feito, através nomeadamente de parcerias internacionais e de uma aposta nas polícias dos vários países, tem produzido resultados. Infelizmente por muitos resultados que consigamos através da acção das polícias, haverá sempre algo que falha e é nesse sentido que se torna fundamental as medidas de segurança nos aeroportos e noutros locais. É esta a última linha que nos protege de eventuais atentados terroristas - aqui não pode haver falhas como aquela que se verificou no dia de Natal.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Direitos e referendo

CDS e Chega defendem a realização de um referendo para decidir a eutanásia, numa manobra táctica, estes partidos procuram, através da consulta directa, aquilo que, por constar nos programas de quase todos os partidos, acabará por ser uma realidade. O referendo a direitos, sobretudo quando existe uma maioria de partidos a defender uma determinada medida, só faz sentido se for olhada sob o prisma da táctica do desespero. Não admira pois que a própria Igreja, muito presa ao seu ideário medieval, seja ela própria apologista da ideia de um referendo. É que desta feita, e através de uma gestão eficaz do medo e da desinformação, pode ser que se chumbe aquilo que está na calha de vir a ser uma realidade. Para além das diferenças entre os vários partidos, a verdade é que parece existir terreno comum entre PS, BE, PSD (com dúvidas) PAN,IL e Joacine Katar Moreira sobre legislar sobre esta matéria. A ideia do referendo serve apenas a estratégia daqueles que, em minoria, apercebendo-se da su...

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...

O anacronismo do PCP

Domingos Lopes, destacado militante comunista, decidiu abandonar o partido e explicar o porquê desse abandono. As explicações deste militante vão na mesma linha de outros que se afastaram voluntariamente ou que foram convidados a sair e centram-se na aversão do partido ao diálogo, a dificuldade visível em lidar com a pluralidade de opinião, e na ortodoxia cega que este partido demonstra ter em relação ao que se passa no mundo. É por demais evidente que a saída do militante em questão não terá sido fruto do acaso, a pouco menos de duas semanas de um importante período eleitoral. As razões que estão subjacentes à saída de Domingos Lopes poderão não ser totalmente conhecidas, mas aquilo que é enunciado pelo ex-militante do PCP em matéria de visão do mundo e democracia interna do partido já é sobejamente conhecido. Aliás, as opiniões de dirigentes do PCP sobre regimes totalitários como o norte-coreano já não provocam espanto em ninguém. Dentro do partido há quem se reveja nototalitarismo ...