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Extremismo americano

O Presidente Obama está a atravessar o período mais difícil desde que tomou posse. A principal razão estará relacionada nas mudanças que Obama pretende fazer na área da saúde e que conta com a forte oposição da direita e da ultra-direita dos Estados Unidos. Os argumentos falaciosos têm sido, de resto, recorrentes no discurso dos conservadores.
Contudo, mais grave do que os argumentos falaciosos são as consequências que o discurso incendiário adoptado por muitos conservadores pode originar, designadamente no que diz respeito à própria integridade física do Presidente americano.
Com efeito, Obama certamente sabia que a tarefa a que se propunha era hercúlea, mas o extremismo que toma invariavelmente conta de muitos opositores que não escondem o seu fanatismo poderá abalar a forte resiliência do Presidente americano.
É assim que os EUA desperdiçam mais uma oportunidade de encetar mudanças que o país tanto necessita e, simultaneamente, o discurso inflamado contra Obama reforça o antiamericanismo que há muito germina na Europa e no mundo.
O individualismo como elemento central da mentalidade de muitos americanos e o fanatismo religioso que conspurca o discernimento de parte da América, em particular da ultra-direita americana, podem comprometer o desempenho do Presidente americano e com ele comprometer o próprio futuro dos EUA. Talvez por isso Sarah Palin não desapareça do cenário político como seria normal acontecer.

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