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A repressão chinesa e a passividade da comunidade internacional

A repressão chinesa é mundialmente conhecida, desde Tianamen, passando pelo Tibete e culminando agora com a repressão em Urumqi a região autónoma de Xinjiang. A China também é feita de diversidade que o regime não aceita com facilidade - veja-se os conflitos no Tibete que são um exemplo claro de umdesrespeito contínuo da cultura, tradições e religião no Tibete. Em Xinjiang repete-se o filme. As autoridades chinesas utilizam métodos neocolonialistas e subjugam as populações às suas diferenças étnicas e religiosas. No caso de Xinjiang, a história repete-se: a étnica han (maioritária e dominante) impõe-se aos uigures, desrespeitando elementos culturais como a língua e não aceitando a religião ou pelo menos a prática num contexto de liberdade da religião. Recorde-se que os uigures são muçulmanos e o regime chinês encerrou mesquitas, embora agora admita que vai reabrir algumas mesquitas.
Quanto a revolta eclode, o regime chinês faz aquilo que sempre fez no passado: reprime, ataca ainda mais as liberdades dos cidadãos, impõe de forma ainda mais acentuada a censura e tudo faz para destruir aresiliência de quem se lhe opõe. E se no caso do Tibete, que conta com a compreensão e apoio de parte importante da opinião pública, especialmente do Ocidente, as lideranças políticas pouco ou nada dizem sobre a matéria, a situação de Xinjiang (região importante estratégica e economicamente) ainda cai mais fundo no silêncio internacional.
A China com o seu poder económico e com a sua importância geoestratégica caiu nas graças da comunidade internacional, atingindo um estatuto que poucos países terão atingido: desrespeita os mais básicos direitos humanos e poucas críticas ouve da boca das lideranças mundiais. Parece ter carta branca para agir da forma que entender. Todavia, os problemas internos da China que no fundo são uma mesla de subjugação, diferendos étnicos e intolerância religiosa comprometem a integridade territorial da China e empobrecem o seu engrandecimento. Na verdade, as autoridades chinesas sabem que não é possível dar qualquer espaço de manobra a dissidências internas, sob pena dessas dissidências, sejam elas políticas, étnicas ou religiosas, proliferarem ao ponto de fugirem do controlo do regime chinês.

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