Avançar para o conteúdo principal

A volatibildade da candidatura de McCain

Tudo parece indicar que Barack Obama será o próximo Presidente dos EUA. Em contrapartida, o ticket de McCain demonstra, a cada dia que passa, que não tem condições para estar à frente dos destinos dos Estados Unidos. Além disso, as crispações entre membros do partido, em particular graças a Sarh Palin que parece já estar mais interessada no seu futuro político do que propriamente no futuro do seu ticket.

John McCain lida com dificuldades crescentes, agora no seio do seu próprio partido. Parece evidente,porém, que McCain há muito que não está à frente dos destinos da sua própria candidatura. E se a par das circunstâncias, designadamente da associação que é feita por muitos entre o ainda Presidente Bush e o Senador do Arizona, e depois da crise e das suas cada vez mais evidentes consequências, agora acresce a isto as crispações internas. A causa parece ser simples: Sarah Palin. John McCain parece ter perdido, por completo o rumo da sua candidatura

A uma semana das eleições, o ticket republicano está claramente fragilizado.Na verdade, Sarah Palin prepara caminho para consolidar o seu futuro político - quem sabe se não se está já a preparar para 2012. Muitos acreditam que sim.

Facto é que já nada parece deter Barack Obama. Por muito arriscado que a afirmação possa parecer, a verdade é que tudo indica que o ticket Obama/Biden será o responsável pelo futuro da ainda maior potência mundial. Nestas condições, só um milagre pode salvar o ticket McCain/Palin.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

PSD: Ainda agora começou e parece que já está a acabar

Dois dias depois da realização do congresso do PSD as vozes da discórdia fazem-se ouvir, designadamente Luís Marques Mendes e José Miguel Júdice. E se o congresso foi particularmente negativo para o recém-eleito Rui Rio, o dia seguinte não está a ser melhor. Rio eleito para uma liderança de transição, mesmo que obviamente não admitida, não terá qualquer estado de graça, até porque há uma parte do partido que se sente excluído, sobretudo agora que já choraram o desaparecimento do pai Passos Coelho e que estão preparados para virar a página.  Por outro lado, Rio fez as piores escolhas possíveis, designadamente a vice-presidente, facto que terá provocado reacções negativas não só por parte dos apaniguados de Passos Coelho, mas de quase todo o partido. E as explicações estão longe de ser convincentes. As democracias vivem de pluralidade, sobretudo no que diz respeito às escolhas políticas. A fragilidade do PSD não é uma boa notícia, mas não deixa de ser uma consequência dir...

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...

A morte lenta de democracia

As democracias vão morrendo lentamente. Exemplos não faltam, desde os EUA, passando pelo Brasil. No caso americano cidades como Portland têm as ruas tomadas por forças militares, disfarçadas de polícia, que agem claramente à margem do Estado de Direito, uma espécie de braço armado do Presidente Trump. Agressões, sequestros, prisões sem respeito pelos mínimos que um Estado de Direito exige, são práticas reiteradas e que ameaçam estender-se a outras cidades americanas. Estas forças militares são mais um sinal de enfraquecimento da democracia americana. Recorde-se que o ainda Presidente ameaça constantemente não aceitar os resultados que saírem das próximas eleições, isto claro se perder.  No Brasil a história consegue ser ainda pior e mais boçal. A família Bolsonaro e as milícias fazem manchetes de jornais.  Em Portugal um partido como o "Chega" é apoiado por proeminentes empresários portugueses, como a revista Visão expõe na sua edição desta última sexta-feira. A democr...