Avançar para o conteúdo principal

New York Times apoia Obama

Barack Obama não cessa de reunir apoios para a sua candidatura à Casa Branca. Desta vez foi o jornal New York Times a explanar sobre razões que justificam a escolha em Obama. Nos EUA é habitual a imprensa ser mais propensa a apoiar um partido ou outro, por muito que isso nos provoque alguma confusão. Em Portugal seria impensável vermos um jornal apoiar declaradamente um candidato a um cargo político.

A poucos dias das eleições, Obama consegue assim mais um apoio que, apesar de não ser determinante, não deixa de ser mais um apoio importante, em particular devido às justificações que o jornal dá para esse apoio. Desde logo, o New York Times (NYT) considera que Obama como sendo uma escolha fácil. e lista uma multiplicidade de razões que justificam a escolha de Obama.

Na semana passada foi a vez do ex-Secretario de Estado, Colin Powel, ter afirmado publicamente que apoiava o candidato democrata à Casa Branca. Mais uma vez repito que estes apoios não serão seguramente determinantes, mas não deixam também de ser mais um sinal de que os EUA encontram-se, neste momento, num dilema: ou mudam, escolhendo Barack Obama, ou ao invés, escolhem um candidato que pode não significar exactamente a continuidade das políticas do ainda Presidente Bush, mas não deixa de ser,inequivocamente, uma escolha virada para o passado - um retrocesso.

Dia 4 saberemos qual a escolha do povo Americano - se olham para o passado, ou para futuro. Tudo parece indicar que Obama vai ser o próximo Presidente dos EUA, mas não é preciso recuar muito para recordar que as sondagens podem estar longe da realidade. Seja como for, os Estados Unidos e, claro, o mundo aguardam ansiosamente pelos resultados das eleições de Novembro. Há uma vontade muito generalizada de virar a página, e é precisamente isso que Obama representa.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...

Fim do sigilo bancário

Tudo indica que o sigilo bancário vai ter um fim. O Partido Socialista e o Bloco de Esquerda chegaram a um entendimento sobre a matéria em causa - o Bloco de Esquerda faz a proposta e o PS dá a sua aprovação para o levantamento do sigilo bancário. A iniciativa é louvável e coaduna-se com aquilo que o Bloco de Esquerda tem vindo a propor com o objectivo de se agilizar os mecanismos para um combate eficaz ao crime económico e ao crime de evasão fiscal. Este entendimento entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista também serve na perfeição os intentos do partido do Governo. Assim, o PS mostra a sua determinação no combate à corrupção e ao crime económico e, por outro lado, aproxima-se novamente do Bloco de Esquerda. Com efeito, a medida, apesar de ser tardia, é amplamente aplaudida e é vista como um passo certo no combate à corrupção, em particular quando a actualidade é fortemente marcada por suspeições e por casos de corrupção. De igual forma, as perspectivas do PS conseguir uma ma...

Mais uma indecência a somar-se a tantas outras

 O New York Times revelou (parte) o que Donald Trump havia escondido: o seu registo fiscal. E as revelações apenas surpreendem pelas quantias irrisórias de impostos que Trump pagou e os anos, longos anos, em que não pagou um dólar que fosse. Recorde-se que todos os presidentes americanos haviam revelado as suas declarações, apenas Trump tudo fizera para as manter sem segredo. Agora percebe-se porquê. Em 2016, ano da sua eleição, o ainda Presidente americano pagou 750 dólares em impostos, depois de declarar um manancial de prejuízos, estratégia adoptada nos tais dez anos, em quinze, em que nem sequer pagou impostos.  Ora, o homem que sempre se vangloriou do seu sucesso como empresário das duas, uma: ou não teve qualquer espécie de sucesso, apesar do estilo de vida luxuoso; ou simplesmente esta foi mais uma mentira indecente, ou um conjunto de mentiras indecentes. Seja como for, cai mais uma mancha na presidência de Donald Trump que, mesmo somando indecências atrás de indecência...