
Os ares da Madeira, já aqui se escreveu, parece terem um efeito negativo nos políticos que se deslocam à região autónoma. Agora foi a vez do Presidente da República não ter sido mais contundente em algumas matérias e, sobretudo, ter fraquejado politicamente no que diz respeito a um órgão de soberania como a Assembleia Legislativa. O que está em causa é que o Presidente cedeu aos tiques de autoritarismo do Presidente do Governo regional da Madeira, no que diz respeito à sessão plenária daquele órgão de soberania. Cavaco Silva preferiu o caminho mais fácil e menos trabalhoso, ficando tudo resumido apenas a um mero jantar com membros dos partidos de oposição.
O erro de Cavaco Silva é precisamente ceder às pressões e aos tiques de autoritarismo a que o líder da Madeira, Alberto João Jardim, já nos habitou. De facto, quem sai vitorioso de toda esta situação, acaba por ser precisamente Jardim, que não perdeu tempo a colocar os seus habituais epítetos grosseiros aos membros da oposição. Nestas circunstâncias, Cavaco Silva tinha a obrigação de manifestar a sua solidariedade institucional aos membros da Assembleia, e não optar pela atitude mais fácil, mas também menos corajosa de se reunir num jantar informal. É essencialmente nos grandes momentos que vêem os grandes políticos.
A Madeira é governada como todos sabemos. O responsável pelo muito elogiado sucesso na Madeira tem um comportamento inaudito, para não ir mais longe. Seria, de qualquer modo, profícuo que se discutisse de que forma é que se conseguiu os tão apregoados sucessos na Madeira, e talvez assim se percebesse que não se trata propriamente de um milagre. Em matéria de deslocações à Madeira, a presença do líder madeirense parece surtir nos políticos – em particular nos do PSD – um efeito negativo que se traduz nos elogios ao líder madeirense ou nos silêncios cúmplices. Sabendo-se de antemão que o líder madeirense não é muito apologista do diálogo, preferindo monólogos brejeiros, isso talvez sirva de justificação ao efeito de contágio negativo de que os políticos em deslocação à Madeira são alvo.
Há quem tenha adjectivado o comportamento do Presidente da República como sendo prudente e equilibrado. Todavia, a sua deslocação à Madeira não se pode ficar apenas pelo silêncio em relação às matérias mais complexas e à fuga aos momentos que possam exasperar o “adorado” líder madeirense. O Presidente da República acaba assim por manchar a sua imagem, denotando uma acentuada fraqueza política. E por outro lado, exige-se mais de quem exerce um cargo de soberania com a elevação que possui. O detentor de um cargo de soberania recusar ouvir um dos principais órgãos de soberania madeirense não deixa de ser irónico.
O erro de Cavaco Silva é precisamente ceder às pressões e aos tiques de autoritarismo a que o líder da Madeira, Alberto João Jardim, já nos habitou. De facto, quem sai vitorioso de toda esta situação, acaba por ser precisamente Jardim, que não perdeu tempo a colocar os seus habituais epítetos grosseiros aos membros da oposição. Nestas circunstâncias, Cavaco Silva tinha a obrigação de manifestar a sua solidariedade institucional aos membros da Assembleia, e não optar pela atitude mais fácil, mas também menos corajosa de se reunir num jantar informal. É essencialmente nos grandes momentos que vêem os grandes políticos.
A Madeira é governada como todos sabemos. O responsável pelo muito elogiado sucesso na Madeira tem um comportamento inaudito, para não ir mais longe. Seria, de qualquer modo, profícuo que se discutisse de que forma é que se conseguiu os tão apregoados sucessos na Madeira, e talvez assim se percebesse que não se trata propriamente de um milagre. Em matéria de deslocações à Madeira, a presença do líder madeirense parece surtir nos políticos – em particular nos do PSD – um efeito negativo que se traduz nos elogios ao líder madeirense ou nos silêncios cúmplices. Sabendo-se de antemão que o líder madeirense não é muito apologista do diálogo, preferindo monólogos brejeiros, isso talvez sirva de justificação ao efeito de contágio negativo de que os políticos em deslocação à Madeira são alvo.
Há quem tenha adjectivado o comportamento do Presidente da República como sendo prudente e equilibrado. Todavia, a sua deslocação à Madeira não se pode ficar apenas pelo silêncio em relação às matérias mais complexas e à fuga aos momentos que possam exasperar o “adorado” líder madeirense. O Presidente da República acaba assim por manchar a sua imagem, denotando uma acentuada fraqueza política. E por outro lado, exige-se mais de quem exerce um cargo de soberania com a elevação que possui. O detentor de um cargo de soberania recusar ouvir um dos principais órgãos de soberania madeirense não deixa de ser irónico.
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