Hugo Chávez, o inefável presidente da Venezuela, tem vindo, ao longo destes dias subsequentes à Cimeira Ibero-Americana a intensificar a sua “resposta” ao rei de Espanha. Escusado será relembrar o episódio que marcou a dita cimeira, em que o Rei Juan Carlos se insurgiu contra as provocações reiteradas de Chávez. O que é certo é que o mesmo Chavéz não se tem coibido de responder ao monarca espanhol.
A última ameaça do presidente venezuelano recai sobre as relações com Espanha, que segundo Chávez serão revistas. Parece que Hugo Chávez vai rever as relações económicas com Espanha, mais concretamente promete dificultar a vida às empresas espanholas a funcionarem na Venezuela. Curiosamente, Espanha é um dos principais parceiros comerciais da Venezuela. Vamos ver até que ponto Hugo Chávez está disposto a sacrificar essa mesma relação comercial.
Por outro lado, não se pode esperar muito do mesmo Chávez que quer transformar, e tem-lo feito, a Venezuela numa nova Cuba – com a vantagem em relação aos recursos energéticos. Afinal, e olhando para a acção de Chávez nos últimos anos, não se pode afirmar que mais esta afronta, desta vez a Espanha, possa de facto ser surpreendente. De qualquer modo, é possível que estas ameaças não tenham um verdadeiro seguimento. Chávez sente-se ofendido e humilhado pelas palavras pertinentes do ei de Espanha, e jogas com o jogo que melhor conhece – o populismo mais acéfalo.
Refira-se, contudo, que algumas vozes se insurgiram contra o rei Juan Carlos – considerando, na sua maioria, que as palavras do rei foram exacerbadas. Aqui se reitera que o rei se limitou a dar uma resposta certeira aos impropérios que eram lançados por Chávez. O pior é que as palavras do rei não parecem ter surtido grande efeito como é visível pelo vídeo aqui colocado.
CDS e Chega defendem a realização de um referendo para decidir a eutanásia, numa manobra táctica, estes partidos procuram, através da consulta directa, aquilo que, por constar nos programas de quase todos os partidos, acabará por ser uma realidade. O referendo a direitos, sobretudo quando existe uma maioria de partidos a defender uma determinada medida, só faz sentido se for olhada sob o prisma da táctica do desespero. Não admira pois que a própria Igreja, muito presa ao seu ideário medieval, seja ela própria apologista da ideia de um referendo. É que desta feita, e através de uma gestão eficaz do medo e da desinformação, pode ser que se chumbe aquilo que está na calha de vir a ser uma realidade. Para além das diferenças entre os vários partidos, a verdade é que parece existir terreno comum entre PS, BE, PSD (com dúvidas) PAN,IL e Joacine Katar Moreira sobre legislar sobre esta matéria. A ideia do referendo serve apenas a estratégia daqueles que, em minoria, apercebendo-se da su...
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