quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Portela+1

O estudo apresentado hoje pela Associação Comercial do Porto (ACP) e que indica a viabilidade da opção Portela+1 vem trazer novas dores de cabeça para o Governo. O estudo da ACP mostra claramente que a melhor localização do novo aeroporto internacional de Lisboa é a manutenção do aeroporto na Portela e a isto acrescenta-se um aeroporto low cost na margem esquerda do Tejo – Alcochete ou Montijo. Com esta opção, e segundo o estudo da CIP encomendado pela Universidade Católica, o Estado pouparia dois mil milhões de euros; ou dito de outra forma, todos nós pouparíamos dois mil milhões de euros.

Este estudo vem lançar novas dúvidas sobre qual a melhor opção para o aeroporto internacional de Lisboa, o que parece, porém, óbvio é que mais uma vez a opção estimada pelo Governo, a Ota, é uma má opção – a pior opção. Não obstante o Governo ter dito que só tomará uma decisão depois de sair o estudo do LNEC, não se vislumbra de que forma é que o Governo poderá, em última análise e se for caso disso, defender a opção Ota. O estudo encomendado pela Associação Comercial do Porto mostra inequivocamente que a melhor opção é Portela+1 seguindo-se a opção Alcochete; a opção Ota é claramente a pior.

De um modo geral, relativamente aos custos, a opção Portela+1 representa uma poupança substancial em comparação com as outras opções. Assim, como é que o Governo explica a sua teimosia com a opção Ota, e mais, como é que se explicam as torrentes de dinheiro que se gastou em estudos que afinal indicaram um caminho manifestamente errado? Diga-se em abono da verdade que as responsabilidades não são apenas de este Governo. Ainda assim, a teimosia desvairada do ministro e a forma inábil como conduziu o processo de escolha do novo aeroporto internacional de Lisboa, justifica há muito tempo o seu afastamento do cargo.

Cada vez é mais claro que a opção Ota é irrealista e que a escolha vai ser entre a opção Portela+1 e Alcochete. Não parece plausível que o Governo, não obstante todas as indicações em sentido contrário, continue cegamente a insistir na opção Ota. Todavia, a forma como o Governo conduziu este processo foi desastrosa. Aguardam-se explicações por parte do Governo no sentido de esclarecer o porquê de terem insistido na Ota mesmo quando se ouviam tantas vozes a dizer o contrário, enfim, aguarda-se uma explicação para a surdez do Governo.

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