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No fim... resta a indústria do armamento

Quem é que no seu perfeito juízo pode apoiar a política externa levada a cabo pelo Presidente Trump? A inexistência de uma estratégia para a Síria, apenas com razões obscuras e sem consonância com o próprio interesse americano, tornam a questão na mais premente de todas.
No fim restará a indústria do armamento que vê o negócio florescer com vendas de armas, em massa, a países como a Arábia Saudita. E, no entanto, esses negócios de armas com regimes sanguinários podem não ser suficientes. Falta a guerra, propriamente dita. Por conseguinte, não é certo que um dos mais fervorosos apoiantes da candidatura de Trump continue a sê-lo.
Em rigor, o próprio Partido Republicano dificilmente estará satisfeito com a política externa desastrosa do actual Presidente. Resta saber se a redução de impostos para os mais ricos, a par do cerceamento de liberdades individuais, designadamente através do fim das políticas pró-escolha, numa espécie de sintonia com os ditames religiosos, será ainda suficiente.
Este Presidente enfrenta a ameaça de destituição que, pese embora a gravidade não só das acusações, mas a força das provas, continua a contar com o apoio do Partido Republicano. Até quando é mesmo a questão de um milhão de dólares. No fim, pode nem sequer restar a indústria do armamento.


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