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20 anos de Bloco de Esquerda

Um dos partidos que faz parte das apelidadas "esquerdas radicais" celebra os seus 20 anos, contra a habitual multiplicidade de profecias a apregoar a efemeridade como destino inelutável. O Bloco de Esquerda contrariou todas essas profecias, desafiando todos os que clamavam pelo seu desaparecimento.
"Esquerdas radicais" é um forma bacoca encontrada pela líder do CDS para desqualificar os partidos que se encontram à esquerda do PS e que conferem viabilidade ao actual Governo. A tentativa de Cristas esbarra naturalmente no próprio étimo do adjectivo radical - ia à raiz, no caso ir  à raiz da esquerda, sem a conotação negativa que Cristas procura. Mas Cristas, desconfiamos, procura muita coisa sem alguma vez encontrar o que quer que seja, a começar pelo próprio norte.
Seja como for e minudências à parte, o Bloco de Esquerda celebra os seus vinte anos e é, em bom rigor,  tempo para se analisar estas duas décadas de intervenção política, com altos e baixos, mas também com uma acção política decisiva com a procura de maior equidade social, apostando igualmente na luta pelos direitos de minorias. Todos consideramos a Declaração Universal dos Direitos Humanos importante e muitos se esquecem dela. O Bloco de Esquerda, mal amado precisamente por ter procurado essas mudanças, acaba por deixar um marco manifestamente positivo, contribuindo para mudanças que, embora desfasadas daquilo que é apanágio em boa parte da Europa, ainda vêm a tempo. E a luta continua.

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