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A mostrar mensagens com a etiqueta Política internacional

Instabilidade na Tailândia

A Tailândia vive um período de acentuada instabilidade política que tem resvalado para a intensificação das manifestações nas ruas do país. Recorde-se que o afastamento do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, longe do poder desde o golpe de 2006 e, pese embora o vasto rol de acusações de corrupção que recaem sobre o mesm o, tem levado milhares dos seus apoiantes às ruas - os chamados "camisas vermelhas". O actual primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva , pró-monárquico, que é acusado de ser um instrumento do exercito tem sido o alvo da ira dos manifestantes que pedem ostensivamente a sua imediata demissão. Some-se a isto a queda do Governo próximo do ex-primeiro-ministro Thaksin e as alegadas irregularidades eleitorais de Dezembro passado e a instabilidade está definitivamente instalada neste país asiático. Thaksin Shinawatra, exilado no estrangeiro, tem incitado os seus apoiantes à revolta , contribuindo assim para um agravamento das manifestações que não raras ...

A provocação da Coreia do Norte

O regime norte-coreano continua na senda da provocação, desta vez através do lançamento de um míssil de longo alcance, em clara violação das leis internacionais. Foi o próprio Presidente americano que considerou este lançamento uma provocação. Os países vizinhos da Coreia do Norte, designadamente, a Coreia do Sul e o Japão não escondem a sua preocupação com este desenvolvimento do intrincado país vizinho. Este lançamento que mais não é de que uma provocação de um regime falido e é um claro desrespeito às resoluções das Nações Unidas. Recorde-se que há escassos meses não se sabia bem o estado de saúde do líder norte-coreano, levantando-se até a possibilidade da sua morte. Apesar de a Coreia do Norte e o regime que a amordaça serem verdadeiras incógnitas, o regime pretende, com este lançamento, mostrar ao mundo a sua vitalidade. Com efeito a Coreia do Norte é um país pobre, liderado por um lunático, descendente de uma família de déspotas e que aposta tudo no fortalecimento militar, deixa...

Olhos postos na Cimeira dos G20

O mundo está com os olhos postos na cimeira que reúne 85 por cento da riqueza mundial e que procura soluções para combater a crise internacional. Para além das soluções o mundo espera mudanças de fundo que permitam evitar a eclosão de crises como aquela que estamos a viver. Outros vão mais longe e esperam uma mudança do próprio capitalismo. Parece-me que as soluções que vão sair da cimeira serão intermédias: tem que haver forçosamente mudanças, no sentido da regulação e de um maior controle do ímpeto selvagem do capitalismo, mas a sua natureza dificilmente será contrariada. A cimeira ainda antes de começar já mostrou divergências entre os EUA/Reino Unido e França/Alemanha. O que só por si é um mau sinal. Além disso, existe uma questão que não pode ser esquecida: a das economias que tem vindo a perder o domínio para as chamadas economias emergentes que clamam por um reconhecimento da sua importância. No essencial, a crise é uma consequência do desaparecimento paulatino da política e da ...

Mais um obstáculo à paz

A situação política em Israel, que resultou do mais recente processo eleitoral, constitui um sério obstáculo à paz. As mais recentes notícias dão conta de um acordo entre o partido Trabalhista (centro-esquerda sionista) e o partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Likud, envolvendo a manutenção da pasta da defesa nas mãos de Ehud Barak. Apesar desta notícia acabar por contrariar a tendência para que o novo Governo israelita seja de direita, a verdade é que as coligações de Netanyahu com nacionalistas e ultra-ortodoxos não augura nada de bom para a estabilidade da região. Na verdade, é fácil criticar politicamente os territórios palestinianos, designadamente as escolhas do povo palestiniano e, embora o partido Likud, partido de Netanyahu, não tenha necessariamente conseguido mais votos, este reúne outras condições para fazer uma coligação que Tzipi Livni, a líder do partido Kadima, não conseguiu reunir. Por uma questão de coerência esta coligação de direita (mesmo com alguma par...

A diplomacia de Obama

Barack Obama fez passar uma mensagem ao povo iraniano recorrendo para isso a um vídeo em que pede um novo começo. Num tom mais sereno, adoptando o comportamento contrário ao seu antecessor, o agora Presidente americano procura, através da diplomacia e do diálogo chegar a entendimentos com países que num passado recente faziam parte o "eixo do mal", como é o caso do Irão. Recorde-se que a questão iraquiana não é indissociável do Irão, e mais não seja devido às relações da maioria xiita do Iraque com o regime de Teerão. O Presidente Obama inaugurou um novo estilo de governação, assente na diplomacia e na aproximação a países com os quais os Estados Unidos têm mantido relações difíceis. Obama cumpre assim escrupulosamente aquilo que advogou na sua campanha eleitoral, ou seja, que o primeiro passo seria sempre o do diálogo. É evidente que esta aproximação ao Irão acarreta alguns perigos, de um modo geral o regime iraniano continua apostado no desenvolvimento nuclear, insiste na a...

Eleições em Israel

O cenário de governação do Estado israelita encontra-se ainda muito indefinido. O partido Kadima, de Tzipi Livni, terá ganho as eleições, mas por uma margem ínfima, sendo que o partido de Benjamin Netanyahu terá alcançado resultados muito próximos do partido Kadima. A possibilidade ser Netanyahu a formar governo é muito forte, tendo em conta o fracasso de Livni nesse sentido e que conduziu a estas eleições. Este cenário confuso não é propriamente estranho aos israelitas. Um dos temas que mais marcou estas eleições foi indubitavelmente a questão de Gaza. O partido de Netanyahu, o Likud, acusou reiteradamente o partido Kadima de ser responsável por um erro estratégico: em 2005 a retirada de Gaza, ordenada por Ariel Sharon, permitiu que o Hamas viesse a ocupar o território, lançando ostensivamente rockets de Gaza para território israelita. O partido Kadima ficou assim em situação desconfortável, em particular pouco tempo depois da intervenção militar israelita para combater o Hamas. Por o...

O mundo mais próximo dos Estados Unidos

Na tomada de posse de Barack Obama, seguida com grande entusiasmo nos Estados Unidos e no resto do mundo, o novo Presidente americano fez um discurso que nos faz sentir, em particular a nós europeus, mais próximos dos Estados Unidos. De facto, o discurso do Presidente americano também serviu para relembrar a todos que é possível fazer política sem dividir. Más notícias para quem não consegue ultrapassar um ódio visceral, latente ou visível, sobre tudo o que esteja relacionado com os Estados Unidos. Será curioso assistir aos paradoxos que provavelmente a presidência de Obama vai levantar em certos segmentos da vida política na Europa. Apesar da existência de algumas vozes que vêem em Obama apenas e só uma futura desilusão, grande parte dos americanos e do resto do mundo têm esperança que Obama seja de facto a personificação da mudança. Os líderes europeus mostram-se ansiosos por trabalhar com Obama; no Médio Oriente a esperança também tem o rosto de Barack Obama; o mesmo se passa em Áf...

Obama e o nosso pessimismo

Há quem não resista a mostrar o seu pessimismo misturado com alguma má fé e a recorrente descrença em tudo o que esteja relacionado com os Estados Unidos, ou em casos mais particulares, tudo o que se insira no contexto da política. De resto, vinga a ideia de que dos Estados Unidos nada poderá vir de bom, nem mesmo a eleição de um afro-americano num país considerado por muitos como sendo intolerante, retrógrado, virado para si próprio. Nestas condições, muitos dos que opinam sobre o assunto são incapazes de esperar para ver, encetando assim formas de diminuir a importância de Barack Obama ou, como é possível ler-se num blogue, associando as multidões que se deslocaram a Washington a greves ou a parolice. Esta estreiteza de espírito deveria merecer o mais inexorável desprezo, ao invés de se dedicar algumas linhas ao assunto. Todavia, estas manifestações de mesquinhez são demonstrativas do seguinte: apesar de Obama ter feito uma campanha exemplar, apesar de ter sempre demonstrado uma acen...

Os desafios do Presidente Obama

Barack Obama toma hoje posse do cargo por muitos considerado como sendo o mais importante do mundo e rodeado de um apoio popular inaudito. Com efeito, o recém-eleito Presidente americano conta com um extraordinário estado de graça que, apesar das vindouras e inevitáveis desilusões, tem tudo para não ser apenas um fenómeno efémero. Segundo algumas sondagens, o novo Presidente tem vindo a sua popularidade aumentar desde as eleições em Novembro, atingindo agora valores sem precedentes nas últimas décadas. Os desafios do agora Presidente americano são incomensuráveis. A começar na crise financeira que teve o seu epicentro precisamente nos Estados Unidos e que estão a ter consequências dramáticas para muitos americanos. Por outro lado, o mundo atravessa períodos de incerteza e de instabilidade. O último grande exemplo disso mesmo tem sido o recrudescimento da violência entre Israel e o Hamas. Mas o problema do Irão, o regresso à instabilidade no Afeganistão e a ocasional provocação russa sã...

A um dia da tomada de posse

Barack Obama está a um dia de tomar posse como novo Presidente americano. Amanhã será um dia verdadeiramente histórico. Obama agradeceu aos americanos ( http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1356639&idCanal=11 ) e mostrou uma vez mais que consegue equilibrar no seu discurso os onerosos desafios do futuro e a força que os americanos têm para ultrapassar esses desafios. Ora, o dia de amanhã tem sido impacientemente aguardado por muitos americanos e por grande parte do mundo. Aliás, é curioso como o anódino cessar-fogo entre Israel e o Hamas concretizou-se quando faltavam escassos dias para Obama tomar posse. Com efeito, o fim da era Bush e o inicio da presidência de Obama têm fortes efeitos psicológicos quer nos EUA, quer em todo o mundo. Hoje, por exemplo, as bolsas deram sinais positivos, sinais esses que não são alheios ao facto de faltar apenas um dia para a tomada de posse de Obama. As expectativas, muito se tem dito, são demasiado altas. Mas também é verdade que as...

O paroxismo dos últimos dias

A notícia, veiculada pelo Público online ( http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1355924&idCanal=11 ) e que dá conta da vergonha de Condolezza Rice e da submissão do Presidente Bush, consequência das exigências de Israel, vem dar mais um contributo para a saída desastrosa da actual Administração americana. A forma como Ehud Olmert, primeiro-ministro israelita, fala da sua abordagem a George W. Bush e a Condolezza Rice é, no mínimo, um embaraço. Em síntese, Olmert conseguiu com que Condolezza Rice "ficasse bastante envergonhada" com o seu chumbo da sua própria proposta, na ONU. Mas é a forma como Olmert fala desta sua vitória, descrevendo um Presidente anódino e próximo do ridículo. De facto, se muitos de nós achavam que já tinham visto praticamente tudo do actual Presidente americano, chegamos à conclusão que afinal,George W. Bush ainda tem muito para oferecer. O ainda Presidente americano ficará na História, entre outras coisas, como sendo o principal respons...

Encerramento de Guantánamo

Barack Obama tem em perspectiva encerrar o campo de prisioneiros Guantánamo - uma das principais causas da degradação da imagem dos EUA internacionalmente. A decisão de Obama só peca por tardia, pese embora o recém-eleito Presidente norte-americano sempre se tenha manifestado contra a existência de um campo de prisioneiros que desafia os mais elementares direitos humanos. Com efeito, existiu um contexto difícil para os americanos, cujo expoente máximo terá sido o 11 de Setembro, mas tudo o que se seguiu aos ataques terroristas foi não só contraproducente como maculou a imagem dos EUA. Tornou-se mesmo paradoxal a existência de um campo de prisioneiros com contornos difíceis de aceitar na terra da liberdade e da democracia. Os estragos que Guantánamo, a guerra preventiva e o unilateralismo americano tiveram consequências desastrosas para a credibilidade americana e para a capacidade deste país influenciar o curso dos acontecimentos internacionais. Apesar da forte possibilidade de Guantán...

O regresso de Hillary Clinton

Nos últimos dias tem-se falado da possibilidade do recém-eleito Presidente Barack Obama escolher Hillary Clinton para o cargo de secretária de Estado. Esta possilidade tem sido veementemente criticada por todos aqueles que viram em Obama a derradeira ruptura com o passado. Obama, sua vez, procura consensos e está a fazer aquilo que prometeu; ou seja, dialogar e trabalhar com pessoas com visões muito diferentes das dele. A procura incessante do recém-eleito Presidente americano de se aproximar de todos é, de facto, uma inovação relativamente ao ainda Presidente Bush. Trata-se, portanto, de uma mudança drástica de estratégia - a de Bush já provou ser um falhanço; a de Obama é promissora. Quanto à escolha de Hillary, esta denota uma grande verticalidade de Obama que, ao contrário daquilo que muitos desejariam, procura unir o país para ultrapassar as dificuldades crescentes, não virando as costas a quem pensa de modo diferente. Recorde-se que as primárias do partido democrata foram acessas...

Obama e a hegemonia americana

A eleição de Barack Obama não invalida o esforço que a próxima presidência vai empreender no sentido de salvaguardar a posição hegemónica americana. E tanto mais é assim que o recém-eleito Presidente não se coibe de mostrar isso mesmo. A diferença entre Obama e o ainda Presidente Bush prende-se com o estilo e a forma de salvaguardar essa mesma supremacia. O Presidente Bush optou por seguir uma via unilateral, cometendo erros de palmatória como a guerra preventiva e Guantánamo. O resultado foi invariavelmente negativo, com a generalidade da opinião pública a insurgir-se contra os EUA. Obama, por seu lado, parece ter a intenção de adoptar um rumo diferente, mais multilateral, com a intenção de se aproximar dos seus aliados. E se por um lado, Obama mostra quer adoptar outro rumo, em particular no que diz respeito à política externa; por outro, não é menos verdade que o seu grande objectivo vai continuar ser a manutenção do status quo . Em todo o caso, são perceptíveis as mudanças na actua...

Afeganistão esquecido

A guerra do Iraque, levada a cabo pelo ainda Presidente Americano, teve como um dos principais impactos a retirada de importância ao Afeganistão. Contrariamente à guerra do Iraque, a investida no Afeganistão apoiou-se em pressupostos bastante sólidos. Afinal de contas, foi no Afeganistão que Ossama Bin Laden treinou e desenvolveu todo o processo de doutrinação que veio, posteriormente, a culminar com os atentados nos Estados Unidos. A intervenção militar americana no Afeganistão teve assim uma sustentação, em sentido diametralmente oposto ao que se passou no Iraque. Mas o Afeganistão foi esquecido e relegado para segundo plano, quando este é um dos principais palcos do terrorismo. A guerra do Iraque consumiu demasiados recursos, inviabilizando o sucesso dos Americanos e dos aliados no Afeganistão. Hoje, este país assiste novamente ao regresso dos Talibãs e às doutrinas que desprezam ignobilmente o ser humano, e muito em particular as mulheres. O tema do Afeganistão ocupou algum espaço ...

O fenómeno está para durar

A campanha de John McCain tem vindo a ser obnubilada pela figura de Sarah Palin. E tanto mais é assim que Sarah Palin comporta-se como se fosse a número um do ticket e, por vezes, a Governadora do Alasca parece já ter percebido que McCain não tem hipóteses no dia 4, optando por trilhar um caminho que a possa levar a uma eventual candidatura em 2012. Mas a questão que se impõe é a seguinte: será que o fenómeno Sarah Palin está para durar? Acredito que sim, isto embora as tibiezas de Palin sejam evidentes. Porém, o certo é que Sarah Palin dificilmente pode ser considerada um fenómeno passageiro. Embora nos choque perceber que quem tem o discurso mais vazio é, amiúde, quem consegue animar as hostes, a verdade é que na Europa o mesmo acontece - salvaguardando, ainda assim, as devidas distâncias. O populismo, por exemplo, consegue surpreender os mais incautos. Tem sido assim em França, Itália e noutros países europeus. Nestas circunstâncias, parece que Sarah Palin está para durar. O seu dis...

O gáudio da esquerda

Hoje, o inimigo público número um é a economia de mercado, e amiúde nem interessará muito discutir o que falhou na economia de mercado que vá além da regurgitação de meia-dúzia de banalidades, o que realmente interessa é alimentar a ideia que o actual modelo falhou e está completamente falido. Não interessa discutir o que pode ser feito para tornar o sistema sustentável, o que interessa é destruir qualquer ideia de recuperação e mudança necessária de um sistema que, apesar das suas inúmeras incongruências, proporcionou um nível de vida que, de outra forma, seria difícil de ter acesso. É claro que neste contexto ouvimos as vozes daqueles que continuam a acreditar num modelo que se provou ser incompatível com os regimes democráticos e com as liberdades individuais. A frustração dá agora lugar ao gáudio de quem vê agora a altura certa para tentar vender ao mundo ideias e conceitos falidos. E se por um lado, muitos já tinham avisado para os excessos do capitalismo, pa...

Portugal reconhece independência do Kosovo

Ontem, o Governo português decidiu reconhecer a independência do Kosovo, apesar de apoiar o pedido da Sérvia na ONU sobre a legalidade da declaração unilateral de independência do Kosovo. O grande argumento do Governo português baseia-se na inevitabilidade da decisão, ficando subentendido que não havia outra possibilidade, tendo em conta que os nossos aliados, na UE e na NATO, já tinham reconhecido a independência daquela província sérvia. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, o não reconhecimento da independência do Kosovo colocava Portugal no lote de países que, por razões internas, rejeitavam o reconhecimento da Sérvia. Assim, a decisão do Governo português parece mais uma espécie de esclarecimento que, na verdade, a nível internacional, vale o que vale. A decisão do Governo português, a par de outros reconhecimentos, é fundamentalmente errada. Já aqui se discutiu profusamente a questão do mau precedente que a independência do Kosovo cria. Não valerá a ...

Biden versus Palin

Um dos debates mais aguardados, não tanto pela discussão política, mas mais pelos dois intervenientes, acabou por se pautar pela seriedade e não constituiu uma exposição de gaffes. O vencedor foi claramente o candidato democrata à Vice-Presidência Joe Biden, mas Sarah Palin, a candidata republicana conseguiu contrariar as análises que previam o seu falhanço no debate. O candidato democrata, Joe Biden, acabou por resistir às piadas, que nem sempre são bem interpretadas, e fazem parte da maneira de ser do Senador. Sarah Palin só conseguiu não cometer erros crassos, mas a sua prestação pautou-se pelo pouco domínio de quase todos os temas abordados, em particular no que diz respeito a assuntos de política externa. Biden acabou por ser um justo vencedor. Mas para Palin também se pode falar de uma vitória: ela conseguiu não comprometer McCain. Recorde-se que Palin tem vindo a ser muito criticada nos EUA devido a erros e muita ignorância sobre uma multiplicidade de assuntos. ...

Processo de paz no Médio Oriente

Num período de grande instabilidade global, resultado de uma crise financeira internacional que pode rapidamente transformar-se em várias crises políticas, a notícia da SIC, que dá conta do bom andamento do processo de paz entre Israel e territórios palestinianos, é um bom presságio para aquela região. Existem negociações secretas que estão no bom caminho e a produzir resultados. Segundo o correspondente da SIC, Henrique Cymerman, israelitas e palestinianos estão prestes a chegar a um acordo histórico. O acordo pressupõe a saída israelita de praticamente todos os territórios ocupados desde 1967. O acordo abrange também o regresso de 80 mil colonos judeus e a possibilidade de Israel sair de Jerusalém Oriental e a cidade ser dividida em três. O acordo parece ir ao encontro das reivindicações palestinianas e daquilo que tem vindo a ser defendido por inúmeros especialistas – o regresso às fronteiras de 1967. Tzipi Livni, provavelmente a próxima primeira-ministra israe...