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A mostrar mensagens com a etiqueta Eleições Americanas

A um dia da tomada de posse

Barack Obama está a um dia de tomar posse como novo Presidente americano. Amanhã será um dia verdadeiramente histórico. Obama agradeceu aos americanos ( http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1356639&idCanal=11 ) e mostrou uma vez mais que consegue equilibrar no seu discurso os onerosos desafios do futuro e a força que os americanos têm para ultrapassar esses desafios. Ora, o dia de amanhã tem sido impacientemente aguardado por muitos americanos e por grande parte do mundo. Aliás, é curioso como o anódino cessar-fogo entre Israel e o Hamas concretizou-se quando faltavam escassos dias para Obama tomar posse. Com efeito, o fim da era Bush e o inicio da presidência de Obama têm fortes efeitos psicológicos quer nos EUA, quer em todo o mundo. Hoje, por exemplo, as bolsas deram sinais positivos, sinais esses que não são alheios ao facto de faltar apenas um dia para a tomada de posse de Obama. As expectativas, muito se tem dito, são demasiado altas. Mas também é verdade que as...

Obama: homem do ano

A conceituada revista "Time" elegeu Barack Obama como sendo o homem do ano. Era expectável, porventura, que esta e outras publicações tenham escolhido ou venham a escolher Obama como personalidade do ano. De facto, o recém-eleito Presidente norte-americano marcou indelevelmente o ano de 2008. Senão vejamos: conseguiu ficar na corrida das primárias americanas com o peso pesado do partido que é Hillary Clinton, a próxima secretária de Estado americana; conseguiu ganhar essas primárias do partido; conquistou, num primeiro momento o mundo, e depois os EUA, vencendo as eleições para a presidência americana. Além do mais, foi responsável por uma crença generalizada na mudança, trazendo de volta muitos americanos que se tinham afastado da política. Com Obama, voltou-se a acreditar, a ter esperança. Esperança que se tem vindo a esvair na Europa e em grande parte do mundo, orfãos de liderança, contextos em que a classe política mostra-se incapaz de dar as respostas necessárias a uma...

Ainda Barack Obama

Enquanto o mundo ainda festeja a vitória de Obama,o recém-eleito e o ainda não empossado Presidente dos Estados Unidos, já faz diligências no sentido de escolher a equipa que vai governar os Estados Unidos nos próximos quatro anos. Barack Obama tem dado boas indicações sobre quem vai escolher, mostrando que procura consensos e diálogo, não fechando as portas a quem se situa num outro espectro político. De resto, Obama sempre foi o candidato da união como factor determinante para que o país e os americanos possam ultrapassar as enormes dificuldades com que se deparam. O recém-eleito Presidente americano teve sempre o condão de não criar crispações, nem mesmo nas acesas primárias do seu próprio partido. Aliás, Obama conseguiu afastar-se inexoravelmente do jogo político mais abjecto. Em abono da verdade não se está a procurar santificar Barack Obama, mas o que é certo é Obama tem sido superiormente diferente dos seus opositores políticos. Aliás, Barack Obama parece pretender escolher pess...

Esperança e desilusão

A eleição de Barack Obama galvanizou o mundo, e tanto mais é assim que os festejos começaram nos Estados Unidos, passando pela Europa, culminando na Ásia. Obama é hoje, mais do que nunca sinónimo de esperança. Mas a esperança e a desilusão andam, amiúde, de mãos dadas. De resto, as expectativas criadas em torno de Obama podem rapidamente transformar-se em desilusão. Em primeiro lugar, importa recordar que Obama terá como principal missão recuperar a força dos Estados Unidos, a nível internacional. Isso passa por regenerar a imagem que os EUA transmitem ao mundo, mas implica também recuperar uma posição estratégica que permita manter a actual ordem mundial; ou seja, garantir aos EUA a posição de superpotência mundial. Em segundo lugar, recorde-se que a posição de superpotência é garantida através da supremacia militar, geoestratégica e, claro está, económica. A supremacia económica, na qual se engloba naturalmente a supremacia tecnológica, não permite que os EUA adoptem uma posição que ...

Presidente Obama

Barack Obama é o 44º. Presidente dos EUA. Depois de semanas e meses de esperança, os EUA e o mundo respiram de alívio. Raras vezes, nos últimos anos, os americanos e o resto do mundo desejaram tanto a mudança. A responsabilidade é, em larga medida, da Administração Bush que ficará seguramente na história como uma das piores Administrações americanas. Há poucos meses atrás, o dia de hoje parecia impossível. Hoje, esse dia concretizou-se. Hoje, o mundo volta a ter esperança, mesmo que muitos tenham a noção de que Obama não vai produzir milagres. É sobejamente conhecida a apetência que os países têm para olhar para os seus próprios interesses, e nessa matéria, os EUA não têm diferenças substânciais com os restantes países. Além do mais, os americanos procurarão defender a sua posição hegemónica - é da natureza de qualquer superpotência. De qualquer modo, o dia é de esperança. Esperança no fim da guerra do Iraque, esperança no regresso à estabilidade do Afeganistão, esperança num sistema f...

O fenómeno está para durar

A campanha de John McCain tem vindo a ser obnubilada pela figura de Sarah Palin. E tanto mais é assim que Sarah Palin comporta-se como se fosse a número um do ticket e, por vezes, a Governadora do Alasca parece já ter percebido que McCain não tem hipóteses no dia 4, optando por trilhar um caminho que a possa levar a uma eventual candidatura em 2012. Mas a questão que se impõe é a seguinte: será que o fenómeno Sarah Palin está para durar? Acredito que sim, isto embora as tibiezas de Palin sejam evidentes. Porém, o certo é que Sarah Palin dificilmente pode ser considerada um fenómeno passageiro. Embora nos choque perceber que quem tem o discurso mais vazio é, amiúde, quem consegue animar as hostes, a verdade é que na Europa o mesmo acontece - salvaguardando, ainda assim, as devidas distâncias. O populismo, por exemplo, consegue surpreender os mais incautos. Tem sido assim em França, Itália e noutros países europeus. Nestas circunstâncias, parece que Sarah Palin está para durar. O seu dis...

A volatibildade da candidatura de McCain

Tudo parece indicar que Barack Obama será o próximo Presidente dos EUA. Em contrapartida, o ticket de McCain demonstra, a cada dia que passa, que não tem condições para estar à frente dos destinos dos Estados Unidos. Além disso, as crispações entre membros do partido, em particular graças a Sarh Palin que parece já estar mais interessada no seu futuro político do que propriamente no futuro do seu ticket. John McCain lida com dificuldades crescentes, agora no seio do seu próprio partido. Parece evidente,porém, que McCain há muito que não está à frente dos destinos da sua própria candidatura. E se a par das circunstâncias, designadamente da associação que é feita por muitos entre o ainda Presidente Bush e o Senador do Arizona, e depois da crise e das suas cada vez mais evidentes consequências, agora acresce a isto as crispações internas. A causa parece ser simples: Sarah Palin. John McCain parece ter perdido, por completo o rumo da sua candidatura A uma semana das eleições, o ticket repu...

New York Times apoia Obama

Barack Obama não cessa de reunir apoios para a sua candidatura à Casa Branca. Desta vez foi o jornal New York Times a explanar sobre razões que justificam a escolha em Obama. Nos EUA é habitual a imprensa ser mais propensa a apoiar um partido ou outro, por muito que isso nos provoque alguma confusão. Em Portugal seria impensável vermos um jornal apoiar declaradamente um candidato a um cargo político. A poucos dias das eleições, Obama consegue assim mais um apoio que, apesar de não ser determinante, não deixa de ser mais um apoio importante, em particular devido às justificações que o jornal dá para esse apoio. Desde logo, o New York Times (NYT) considera que Obama como sendo uma escolha fácil. e lista uma multiplicidade de razões que justificam a escolha de Obama. Na semana passada foi a vez do ex-Secretario de Estado, Colin Powel, ter afirmado publicamente que apoiava o candidato democrata à Casa Branca. Mais uma vez repito que estes apoios não serão seguramente determinantes, mas não...

O último debate

O último debate entre os candidatos à presidência dos EUA, foi novamente mais favorável ao candidato democrata, Barack Obama. A generalidade das sondagens feitas após o debate dá o Senador do Illinois como sendo o vencedor deste debate. Esta era uma das últimas grandes oportunidades para o candidato republicano pudesse inverter o rumo dos acontecimentos. Tudo parece cada vez mais complicado para as aspirações do Senador do Arizona, John McCain. Ora, sabendo que esta era uma das últimas oportunidades, John McCain começou o debate ao ataque, mostrando ter intenções de mostrar detalhadamente as suas políticas económicas. Aliás, McCain até conseguiu estar à frente de Obama nos primeiros minutos do debate. Mas deitou tudo a perder quando voltou a sublinhar acusações ao candidato democrata que o ligam a um terrorista. Além disso, McCain fez também o papel de vítima de acusações da campanha de Obama. Ficou-lhe mal e Obama saiu-se melhor quando voltou a falar sobre os assuntos que de facto int...

Um bom debate para Obama

O segundo debate, que pôs frente a frente Barack Obama e John McCain, foi manifestamente favorável ao Senador do Illinois. As duas últimas semanas forma desastrosas para o candidato republicano, o debate de terça-feira seria de extrema importância para as aspirações do Senador do Arizona. Infelizmente para John McCain, Barack Obama conseguiu mostrar que é um melhor candidato à presidência dos Estados Unidos, consolidando desta forma a vantagem sobre o seu adversário. Há mesmo quem arrisque declarar uma vitória antecipada de Obama. Eu não iria tão longe, até porque ainda falta quase um mês para as eleições americanas. Seja como for, as próximas semanas não auguram nada de bom para McCain. A grande preocupação dos Americanos prende-se com o estado da economia americana, e as próximas semanas dificilmente poderão trazer melhorias significativas ao actual estado da economia; pelo contrario, a sensação que persiste é a de uma rápida deterioração da economia, com uma recessão à vi...

Biden versus Palin

Um dos debates mais aguardados, não tanto pela discussão política, mas mais pelos dois intervenientes, acabou por se pautar pela seriedade e não constituiu uma exposição de gaffes. O vencedor foi claramente o candidato democrata à Vice-Presidência Joe Biden, mas Sarah Palin, a candidata republicana conseguiu contrariar as análises que previam o seu falhanço no debate. O candidato democrata, Joe Biden, acabou por resistir às piadas, que nem sempre são bem interpretadas, e fazem parte da maneira de ser do Senador. Sarah Palin só conseguiu não cometer erros crassos, mas a sua prestação pautou-se pelo pouco domínio de quase todos os temas abordados, em particular no que diz respeito a assuntos de política externa. Biden acabou por ser um justo vencedor. Mas para Palin também se pode falar de uma vitória: ela conseguiu não comprometer McCain. Recorde-se que Palin tem vindo a ser muito criticada nos EUA devido a erros e muita ignorância sobre uma multiplicidade de assuntos. ...

O chumbo que assustou o mundo

A Câmara dos Representantes chumbou o plano financeiro do Presidente Bush, numa manobra que surpreendeu o mundo. O chumbo assusta o mundo financeiro e não só, e durante mais alguns dias (pelo menos até quinta-feira), todos vão estar a aguardar ansiosamente pela decisão de Washington. A Europa acusa os Estados Unidos de irresponsabilidade. Ora, a orientação de voto de alguns congressistas republicanos foi mais orientada em função das eleições que se aproximam para a Câmara dos Representantes, no mês que se aproxima, do que propriamente com o interesse do país. A intervenção do Estado americano é uma inevitabilidade, seja através deste plano ou de um plano alternativo; o que parece ser uma certeza é que os mercados não podem estar muito tempo à espera. Entretanto, na Europa continuam, paulatinamente, algumas ameaças de falências e as subsequentes intervenções estatais. Todavia, o plano, que já não será este, não pode ser um mero paliativo não acompanhado de medidas que previnam os excess...

O próximo debate

Depois do primeiro debate, que pôs frente-a-frente os candidatos presidenciais, Barack Obama e John McCain, segue-se o debate entre os candidatos à Vice-Presidência, Joe Biden e Sarah Palin. Este debate será seguramente interessante, muito graças à curiosidade em torno da desconhecida Sarah Palin. Do debate entre os dois candidatos à presidência dos EUA saiu um empate, pese embora algumas sondagens terem dado a vitória a Obama. Mas o debate entre os candidatos à Vice-Presidência não vai ficar para trás, no que diz respeito ao interesse. Joe Biden, o candidato democrata, domina amplamente assuntos de política externa e tem uma experiência política sem paralelo com Sarah Palin. Em entrevistas anteriores, Sarah Palin mostrou desconhecer praticamente tudo, em particular no que diz respeito à chamada doutrina Bush e em matéria de política externa. Vai ser curioso ver o desempenho da candidata republicana. Parece-me que o debate vai muito desfavorável a Palin que, recentemente, encontrou-se ...

Obama continua a subir

A última semana foi muito positiva para o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama. As fragilidades reveladas pelo trunfo de McCain, Sarah Palin, designadamente numa entrevista em que denotou não dominar áreas essenciais; acresce isto a catadupa de falências e ameaças de falências que trouxeram para a ordem do dia a crise financeira, e o resultado é a subida de Obama. Todavia, ainda é cedo para se perceber se a subida de Obama consolidar-se-á nas próximas semanas ou se, pelo contrário, trata-se de liderança anódina que se poderá desvanecer até ao mês de Novembro. Não querendo correr o risco de fazer futurologia, acredito que a liderança de Obama vai-se consolidar. Se a última semana foi positiva para Obama, foi, em sentido diametralmente oposto, desastrosa para o seu opositor, John McCain.É inevitável não associar o candidato republicano ao liberalismo e aos seus excessos que surgem associados à actual crise e as contradições do candidato são evidentes: há escassos meses mostrav...

Crise financeira e a campanha eleitoral americana

A crise financeira que já resultou na falência da Lehman Brothers e na ameaça de falência de outras instituições financeiras tem sido o centro da campanha eleitoral nos EUA. Neste particular, Barack Obama poderá recuperar algum terreno, tendo em conta que a sua visão da economia se coaduna menos com o actual sistema do que aquela do seu opositor, John McCain. Ora, John McCain tem-se insurgido contra aquilo que ele considera ser uma economia de casino, em que vigora a corrupção e a ganância. Mas afinal não é o seu partido o maior defensor da mais extrema liberalização económica e o mesmo que rejeita qualquer intervenção do Estado, sendo apologista da ridícula mão invisível? São estas contradições que podem comprometer a campanha do candidato republicano. Os americanos devem agora exigir uma clarificação das posições do senador do Arizona. Afinal, agora McCain já perfilha a ideia de maior regulação? E no passado, qual era a sua posição? Importa também referir qual tem sido a posição trad...

A complexidade das eleições americanas

A complexidade das eleições americanas não se prende apenas com o processo eleitoral propriamente dito, que apresenta significas diferenças relativamente ao nosso, mas está essencialmente relacionada com a dificuldade que nós, europeus, temos no entendimento do próprio eleitorado americano. Sendo óbvio que toda a generalização é abusiva, não deixa de ser difícil de compreender como é possível que tantos americanos tenham como intenção votar no ticket McCain/Palin. As últimas sondagens, pós Convenção Republicana, mostram uma ligeira recuperação da candidatura de McCain. A razão que parece justificar essa ligeira recuperação está na escolha do candidato republicano para a Vice-Presidência. Sarah Palin que, num primeiro momento e aos olhos de muitos comentadores, incluindo a autora deste blogue, parecia ter sido mais um erro de casting do que uma boa aposta, tem-se revelado, pelo contrário, na catapulta da candidatura de McCain. Com efeito, Sarah Palin ostenta orgulhosamente os seus ideai...

Obama e o antiamericanismo

O aparecimento de Barack Obama, a sua candidatura ao partido democrata e a sua nomeação têm contribuído para o refrear dos ímpetos mais antiamericanistas. Isto apesar de Obama ainda não ter sido eleito Presidente dos Estados Unidos. Não se trata apenas de uma animosidade relativamente à Administração Bush, passou-se para a desconfiança que cai sobre o próprio povo americano. Não obstante a diversidade que caracteriza esse mesmo povo, a verdade é que a nomeação de Sarah Palin, candidata à Vice-Presidência ao lado de John McCain, ultraconservadora, serviu para relembrar ao mundo a existência de uma América retrógrada, radical, com laivos de manifesto imperialismo. É essa América que a Europa detesta e que Barack Obama tem feito esquecer. E também é essa América que foi responsável pela guerra no Iraque, pelo fracasso no Afeganistão, pelo enfraquecimento da influência americana, e tem sido em parte incapaz de dar resposta aos efeitos de uma crise económica que ainda assola os EUA e o mund...

Obama e a economia

Depois da convenção democrata, é agora a vez de Barack Obama se dedicar apenas a uma frente – as eleições para a presidência dos EUA. Mas para tal, é imperativo que Obama mostre aos americanos que tem um verdadeiro plano económico para recuperar a economia americana. Esse plano é condição sine qua non para a vitória dos candidatos à presidência americana. Ambos os candidatos já mostraram aos americanos umas linhas gerais sobre política económica: McCain, o candidato republicano, insiste no liberalismo económico aliado a um crescente proteccionismo; enquanto que Obama tem aflorado, tenuemente, a questão da regulação, mas não explicou ainda, por exemplo, como vai aumentar os serviços sociais que visam os americanos mais desfavorecidos, sem aumentar impostos. Com efeito, são estas questões que podem decidir uma eleição. Neste contexto, Obama deve apostar seriamente na economia. E mais não seja porque os americanos atravessam um período manifestamente desfavorável, e muitos americanos estã...

Obama superstar?

A nova estratégia de John McCain, candidato republicano à presidência norte-americana, parece apoiar-se na premissa de que denegrindo a imagem do seu opositor o sucesso será garantido. Para isso, a campanha do candidato republicano tentou colar a imagem de Barack Obama à de algumas celebridades como Britney Spears ou Paris Hilton, passando a mensagem de Obama não passa de uma celebridade e deixando dúvidas sobre a sua capacidade para liderar o país. Esta tentativa de denegrir a imagem do seu opositor político não é nova nas campanhas eleitorais para a presidência norte-americana, e raras vezes produziram resultados positivos. Na verdade, a estratégia de McCain demonstra alguma fraqueza de espírito de um candidato que não se cansa de relembrar o seu passado impoluto e corajoso e a sua rectidão. Além do mais, a popularidade de Obama, mais visível fora de portas, não deixará certamente de incomodar McCain. Há poucas semanas, o candidato democrata, Barack Obama, visit...

Barack Obama: esperança ou desilusão?

A poucos meses das eleições americanas, e sem ainda se conseguir vislumbrar o vencedor das eleições, o candidato Barack Obama é, sem qualquer dúvida, o que mais interesse desperta na imprensa europeia. E se dúvidas há, nada como folhear os principais jornais e revistas de vários países europeus. O interesse justifica-se com as características do candidato e, claro, com o facto de ser afro-americano. Mas não podemos dissociar o interesse revelado pelo candidato democrata com o falhanço clamoroso da actual Administração Bush. Os erros cometidos pela ainda presidência e os resultados desastrosos não deixam outra alternativa que não passe pela esperança do próximo presidente ser diametralmente oposto ao actual. Hoje, intensificam-se as previsões do agravamento da instabilidade no Médio Oriente, designadamente graças a uma espécie de guerra-fria que se verifica que entre o Irão e Israel. O legado do ainda Presidente Bush condiciona a próxima presidência. De facto, mesmo que Barack Obama ace...