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A mostrar mensagens com a etiqueta Educação

Abandono escolar

A formação e qualificação dos recursos humanos é indissociável do desenvolvimento dos países. Aliás basta olhar para os países mais desenvolvidos e verificar que estes apostaram na qualificação dos recursos humanos. Deste ponto de vista, não é de estranhar que o Governo português ambicione aumentar a qualificação dos seus recursos. Segundo o ministério da Educação o objectivo é reduzir para metade até 2015 o abandono escolar que em Portugal continua a ser profuso. A ambição é profícua, a forma de chegar a esse objectivo é que deixa algumas dúvidas. O Governo de José Sócrates seguiu a linha de governos anteriores, acabando por ir mais longe, tendo o desprezo pela exigência como política central - invariavelmente privilegiou-se a quantidade em detrimento da qualidade. É neste contexto que a permissividade e o facilitismo se instalaram nas escolas. Paralelamente, o Governo criou programas para debelar o grave problema da falta de qualificações dos adultos através, por exemplo...

Indisciplina e violência nas escolas

Existe uma verdade insofismável sobre a escola e que é invariavelmente corroborada por professores: a escola vê-se confrontada com problemas de indisciplina e com realidades novas ao mesmo tempo que a autoridade dos professores passou a ser vista como indesejável por parte de quem, em gabinetes, diz pensar a escola. Paralelamente, surgem casos que sugerem que a violência que é exercida sobre alunos e professores será a razão de casos de suicídio. Depois do aluno que presumivelmente se terá suicidado na sequência de maus-tratos por parte de colegas - o chamado bullying - agora surge outra notícia que relaciona os maus-tratos de que um professor em Sintra era alvo com o suicídio do mesmo. Desde logo, importa não tirar conclusões precipitadas sobre estes dois casos, nem tão-pouco, como parece que está a acontecer, encetar mudanças ao sabor dos acontecimentos ou das conjecturas. Em primeiro lugar é determinante que se apurem as circunstâncias que terão levado as pessoas em questão a comete...

Erro estratégico

O país está pouco habituado a dar importância à saúde em geral, e à saúde mental em particular. Consequentemente, não é de estranhar o desprezo a que a psicologia é votada, e não apenas na perspectiva da saúde, como do ponto de vista educativo. O desprezo é tal que a disciplina de Psicologia do ensino secundário tem vindo a ser leccionada por professores de Filosofia, estando os psicólogos arredados da possibilidade de darem aulas relacionadas com a sua área de formação. A displicência é tanta que se permite que estas e outras incongruências se arrastem durante anos, sem que quem tem responsabilidades na matéria olhe sequer para o problema e oiça as pessoas envolvidas. Terá sido, porventura, uma questão de tempo e de agenda: o constante antagonismo relativamente aos professores consumiu grande parte do tempo da anterior ministra da Educação. Com efeito, o desprezo pela Psicologia vai mais longe no contexto escolar onde se verifica um número muito reduzido de psicólogos para a população...

Não suspensão do modelo de avaliação

Jorge Lacão, ministro dos Assuntos Parlamentares, afirmou que o modelo de avaliação dos professores não será suspenso. Refere a possibilidade de o mesmo ser melhorado e apela à sensatez da oposição. Na verdade não era bem isto que muitos queriam ouvir, o ideal seria mesmo a suspensão do próprio governo. Infelizmente, esse cenário não, para já, possível. Quanto à intransigência do Governo em abandonar a teimosia desvairada de querer aplicar um modelo intrincado e que terá, provavelmente, um reduzido grau de eficácia, não espanta ninguém; embora seja possível que as palavras deLacão não passem de um mero jogo de retórica. De facto, será difícil avançar com um modelo que é central nos antagonismos criados pela anterior equipa de Maria de Lurdes Rodrigues. Paralelamente, outro aspecto que merece discussão prende-se com a crescente burocratização da classe docente. Não se compreende como é que se faz da educação um verdadeiro labirinto que consome tempo e forças a uma classe profissional cu...

Um adeus esperado

O novo Governo foi ontem apresentado. Entre entradas e saídas, e algumas surpresas, a saída, já esperada, mas ainda assim muito desejada terá sido a da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. A pessoa escolhida para ocupar o cargo, Isabel Alçada, começou mal ao afirmar ontem que não tinha sido convidada para o cargo. É claro que é necessário esperar para ver o trabalho da nova ministra, mas é previsível que a filosofia - impregnada de erros - continue a mesma. Haverá certamente mudanças, e seria desejável que a uma das mudanças mais significativas passasse por uma alteração no que diz respeito à relação entre o ministério e os professores. Para tal acontecer, o modelo de avaliação terá que ser revisto. Outro adeus esperado terá sido o de Mário Lino. Ministro controverso e com uma propensão inaudita para a polémica, Mário Lino deixa o lugar para António Mendonça que, como não poderia deixar de ser, faz das obras públicas a grande panaceia para a crise. Quanto ao ministro da Jus...

Facilitismo e mediocridade

Numa escola de Viana do Castelo, um aluno com nove negativas transitou para o 9º. ano. A notícia só surpreende pelo número colossal de negativas, até porque o facilitismo e a permissividade que impregnaram as escolas são sobejamente conhecidas. A ideia que se instalou é a de que o contexto socio -económico dos alunos ultrapassa em importância tudo o resto, passando a ter um lugar de grande destaque na aprovação ou reprovação dos alunos. A aprovação de um aluno com nove negativas levanta várias questões, mas vale a pena salientar a mensagem de que a mediocridade compensa e é premiada. A mensagem que é passada aos alunos é indubitavelmente errada e perigosa. A Educação, sob a alçada deste Governo, perdeu a pouca qualidade que a caracterizava. Aliás, já aqui se sublinhou a avidez do Governo em relação aos números e como esses números têm condicionado a actuação do Executivo de José Sócrates. É escusado explanar sobre as políticas educativas seguidas por este Governo, até porque já não ha...

Ditadura dos números

Os exames nacionais que já foram realizados foram consensualmente considerados pouco exigentes, e embora ainda seja prematuro falar-se em facilitismo e ainda haja a necessidade de uma análise mais aprofundada no final dos exames, a verdade é que não espantará ninguém se esse grau inaudito de facilidade se continuar a verificar nos restantes exames nacionais , tendo em conta a ditadura dos números que tem sido apanágio do actual Executivo. Dir-se-á que todos os governos agem em função de números e de estatísticas, mas o Governo de José Sócrates fez acentuados progressos nesse campo, acabando por perder a sensatez que se exige numa governação para atingir números que escondem uma multiplicidade de diferentes realidades. É também isso que se passa na educação. Nesta área tem-se realizado verdadeiras operações de cosmética que só podem produzir resultados num país pouco atento e pouco exigente como o nosso. Consequentemente, a melhoria de resultados que se tem verificado não é consequênci...

Depois do episódio do telemóvel, as aulas de sexo

Depois do famigerado do episódio do telemóvel em que se assiste à exaltação de uma aluna depois da professora ter-lhe retirado o telemóvel, assistimos agora a uma conversa degradante de uma professora com os seus alunos. Também esta professora está manifestamente exaltada, o conteúdo da conversa aproxima-se da lascívia e a professora não se coíbe de fazer ameaças às alunas; e como corolário desta cena inacreditável, a professora ainda tem manifesta uma arrogância intolerável ao diminuir a mãe de uma aluna por esta ter menos "anos de escola". Quando a aluna da Carolina Michaelis e alguns dos seus colegas humilharam a professora, choveram críticas e as imagens passaram nas televisões ad nauseum . O caso era grave e os alunos envolvidos foram rapidamente castigados. Agora é uma professora que, com a devida salvaguarda das distâncias, tem um comportamento ,também numa sala de aula, profundamente reprovável. A professora foi, para já, suspensa. É claro que existe um contexto e in...

O embróglio da Educação

A discussão sobre Educação passou centrar-se exclusivamente no polémico processo de avaliação dos professores. Existe uma multiplicidade de problemas na Educação que foram obnubilados por uma avaliação dos professores que apenas mostrou a incapacidade quer do Governo, quer dos sindicatos dos professores em chegarem a algum entendimento. Pelo meio, a qualidade ensino, as elevadas taxas de abandono escolar, a artificialidade dos números que revelam melhorias incomensuráveis nos exames nacionais, o facilitismo, a crescente importância da orientação vocacional são temas que caíram no esquecimento colectivo. Existem muitas razões que justificariam um rápido desfecho para este impasse que se vive no que diz respeito à avaliação dos professores, a começar pela própria paciência dos portugueses, mas talvez a mais importante seja precisamente o espaço que esta questão ocupa, inviabilizando a discussão de outras matérias relativas à Educação e que, essas sim, seriam mais importantes. É por de...

12 horas de funcionamento das escolas do 1º.Ciclo

Segundo o Presidente da Confap as escolas do 1º.Ciclo vão alargar o seu horário de funcionamento e pese embora o inefável secretário de Estado ter, para já, adiado essa questão, a verdade é que provavelmente se trata de uma inevitabilidade. De facto, esta medida até se insere nas obtusas políticas do ministério da Educação. Ora, é sobejamente conhecida a continua degradação de um conceito de escola com vocação para ensinar. Há quem queira fazer das escolas meros receptáculos de alunos, e é essa a principal crítica a esta proposta da Confap. Prefiro não me imiscuir em discussões sobre os benefícios ou malefícios de uma eventual aplicação desta medida, até porque é assunto que me enfada, em particular com a digladiação de argumentos, muitos deles pseudo-científicos, que estão precisamente na base de grande parte dos problemas da Educação. Todavia, não posso deixar passar em claro a oportunidade para criticar as políticas do Governo em matéria de Educação, e este alargamento que é propost...

Dificuldades no ensino superior

Tem havido muita discussão em torno do ensino secundário, graças, em larga medida, à contestação dos professores, mas fala-se pouco do ensino superior e dos seus problemas. Esta situação é sintomática da mediocridade que se instalou confortavelmente no nosso país. São sobejamente conhecidas as dificuldades das universidades e politécnicos. O Estado tem vindo a desinvestir num sector que é estratégico para o país. O desinvestimento no ensino superior é mais um sinal das vistas curtas do Governo. A afirmação que se se segue pode raiar a demagogia, mas é incompreensível o empenho que recai sobre a construção de obras faraónicas a par do desinteresse que se manifesta pelo ensino superior. De igual modo, sublinhe-se a total ausência de coerência do primeiro-ministro quando faz da formação dos portugueses a pedra de toque da sua governação e, em simultâneo, mostra um desprezo inadmissível pelo ensino superior. É claro que todas estas políticas são inerentes ao contexto de contenção de custos...

Greve dos professores

Hoje há, entre outras greves, uma greve dos professores. O descontentamento desta classe profissional atingiu um nível provavelmente nunca visto. O impasse entre os sindicatos e o Ministério não dá sinais de abrandamento, e o país assiste a mais uma sucessão de episódios carregados de animosidade de ambas as partes, sem se vislumbrar um fim para a actual situação. Pelo meio anda um país deprimido e cansado. De uma forma geral é díficil não compreender a posição dos professores, em particular se conseguirmos ultrapassar algumas ideias pre-concebidas que fazem escola neste país e, amiúde, certas frustrações pessoais. Nem que seja pela constante antagonização que esta classe profissional tem vindo a ser alvo nos últimos três anos, é legítimo compreender as razões que levam tantos professores a fazer greve e a protestar contra as políticas acéfalas do Governo. Há anos que escrevo que o caminho a precorrer para melhorar a educação não passa pelo afastamento de um dos principais intervenient...

O eterno adiar de um problema

O estatuto da carreira docente e o modelo de avaliação dos professores dão uma nova dimensão ao problema da educação. Sendo certo que a educação nunca foi caracterizada pelo consensos, a verdade é que se torna cada vez mais difícil cercear o nosso calcanhar de Aquiles. A formação dos cidadãos passa incontornavelmente pela escola, já para não falar da formação dos recursos humanos - a pedra basilar das economias. Consequentemente, adiar este problema é adiar o futuro do país. A visão que a ministra Maria de Lurdes Rodrigues tem para a Educação está impregnada de uma lógica de resultados a qualquer preço e de políticas economicistas. O modelo de avaliação está falido politicamente, tal como a própria ministra; os consensos estão longe de serem alcançados; os professores estão unidos, como talvez nunca tenham estado; os cidadãos estão cansados desta novela e com cada vez menos expectativas em relação ao futuro. De um modo geral, o problema da educação para além de ser ostensivamente adiad...

Crise na Educação

Primeiro falámos em turbulência, depois em impasse, e agora impõe-se a palavra "crise" para descrever o actual estado da Educação. Com os professores de costas voltadas para a equipa ministerial e os alunos a cavalgarem a onda de descontentamento, a ministra manifesta sérias dificuldades para resolver uma situação que já tem contornos de crise. De uma coisa podemos estar certos: a ministra já não tem condições políticas para se manter à frente da pasta da Educação, e só não cai porque as eleições estão à porta. De facto, há algum tempo que nao se via tanto descontentamento. É notório que esse descontentamento é fruto de um acumular de situações que se estão a tornar insustentáveis e já nem o espírito reformista da ministra consegue escamotear os falhanços. O descontentamento começou a ganhar forma com a ostensiva antagonização de que os professores foram alvo; aumentou de intensidade com a filosofia impregnada de facilitismo que tomou conta da Educação; e ganhou uma dimensão ...

Impasse na educação

Depois da chuva de ovos dos últimos dias, o país vive um impasse: enquanto a ministra não demonstra ter intencões de recuar no controverso processo de avaliação dos professores, por outro lado, algumas escolas e a esmagadora maioria dos professores luta contra o mesmo processo de avaliação. Politicamente, não há muito a fazer. A proximidade de eleições condiciona os movimentos do primeiro-ministro - se recuar no processo de avaliação isso será interpretado como sendo um sinal de fraqueza; se continuar a insistir na aplicação do modelo de avaliação em causa terá de lidar com as insurgências quer dos professores, quer das escolas que se mostram a sua recusa em aplicar o dito modelo de avaliação. No entanto, nem tudo são más notícias. Por um lado, a oposição, designadamente o maior partido da oposição parece estar à espera que as eleições cheguem para escolher um novo líder do partido, e por conseguinte, o PSD nem chega a incomodar verdadeiramente o Governo. Por outro lado, o país tem mui...

A educação pelas ruas da amargura

O actual Governo ficará nos anais da história como sendo um dos principais responsáveis pela degradação da qualidade do sistema educativo. A frase é forte e poderá ferir susceptibilidades. Não deixa, porém, de se poder concretizar. A manifestação dos professores no passado sábado é apenas mais uma gota de água num oceano de trapalhadas e filosofias erradas. A educação anda assim pelas ruas da amargura. Não é uma situação recente, pelo contrário, tem-se arrastado nas últimas décadas. Todavia, nos últimos três anos a educação tem sido alvo de filosofias baratas e aparentemente politicamente correctas, que não passam de falácias cujos resultados são contraproducentes. Concretizando o que foi dito anteriormente, o Governo de José Sócrates decidiu seguir duas vias no que diz respeito a políticas de educação: uma que aceita e abraça o facilitismo encapotado por políticas de inclusão; outra, que se prende com a ostensiva antagonização dos professores como parte do proces...

Notas por notas

Este é o resumo do anúncio do Governo de atribuir um prémio em dinheiro aos melhores alunos. O Governo prepara-se assim para recompensar os melhores alunos no Dia do Diploma. A questão tem passado relativamente despercebida na comunicação social, embora seja reiteradamente abordada nos blogues. É curioso verificar a inépcia de quem nos governa e a forma como se rende a manobras vistosas mas desprovidas de interesse. Ora, a atribuição de 500 euros aos melhores alunos vem na linha de outras manobras propagandísticas que são formas bacocas de escamotear os falhanços clamorosos em matéria de educação. De um modo geral, é mais fácil entreter os cidadãos com estas manobras vistosas do que empreender políticas que permitam aumentar a qualidade do ensino. Neste contexto insere-se também a distribuição de computadores portáteis. Aparentemente esta parece ser uma política cuja importância é indiscutível, mas não é preciso olharmos atentamente para vislumbrarmos o vazio que ...

PSD e educação

A campanha dos vários candidatos à liderança do PSD tem passado ao lado de um tema de extrema importância para o desenvolvimento do país: a educação. Raras vezes assistimos a uma intervenção dos candidatos que inclua o problema da educação. Na verdade essa falha, deliberada ou não, constitui um erro estratégico e é sintomática da pobreza do debate político dos vários intervenientes. Ora, o diagnóstico já foi feito há muito tempo – a educação é indissociável do desenvolvimento e do progresso. E disso são exemplos os países mais ricos e mais equitativos da Europa. Todavia, os candidatos sociais-democratas abstêm-se de fazer deste problema um tema central das suas campanhas. Talvez isso se explique porque o tema está gasto, ou porque não há soluções ou até mesmo porque estes candidatos têm outras prioridades que não passam pela educação. Prefere-se assim discutir a universalidade ou não do sistema nacional de saúde, discussão essa que é marcada pela superficialidade dos argumentos e pela...

Anatomia de um recuo

O ministério da Educação e o sindicato dos professores chegaram a um entendimento sobre o polémico processo de avaliação dos professores. A ministra da Educação apressou-se a afirmar que não se tratava de um recuo do Governo. Politicamente, trata-se de um recuo. A ministra pode elaborar os artifícios semânticos que entender, mas é mesmo disso que se trata – de um recuo. O processo de avaliação dos professores foi alvo de críticas, não apenas por iniciativa da classe docente, mas também dos partidos da oposição e de vários quadrantes da sociedade portuguesa. Para além das críticas que incidiam sobre vários itens do modelo de avaliação proposto pelo ministério, sobravam igualmente criticas à forma como se estava a tentar impor, extemporaneamente e à margem de toda uma classe profissional, um modelo de avaliação que gerou demasiadas divergências. O zénite do desagrado dos professores foi a famigerada manifestação que reuniu um número atípico de manifestantes. O sinal foi claro para o Gove...

Cultura como elemento indissociável da Educação

A educação e cultura devem ser indissociáveis, mas não é tanto isso que ocorre em Portugal. A cultura está a cargo de um ministério que mais não faz do que distribuir subsídio – esse parece ser, de facto, a grande finalidade do Ministério da Cultura. A promoção da cultura, incorporada no mesmo ministério, raramente é enquadrada no contexto escolar. É fundamental inverter-se o rumo das políticas educativas que desprezam a cultura. Aliás, os países que conheceram os maiores índices de desenvolvimento, onde se verificam uma maior igualdade e coesão sociais, são precisamente aqueles que não dissociaram a cultura da educação. Em Portugal, a cultura é vista como uma mania das elites, consubstanciada na execução de políticas de atribuição de subsídios – e mais não é do que isto. Não há uma verdadeira promoção da cultura, nem tão-pouco se pretende levar a cultura, nas suas várias formas, para a escola. Hoje a preocupação, em matéria de educação, ficou refém do caso da indisciplina na Escola Ca...