A situação da Somália raramente é tratada pela comunicação social, sobretudo pela comunicação social portuguesa. Em abono da verdade, este não é o único país africano a ter problemas e a estar longe de qualquer processo de estabilização. Mas a existência de um Estado falhado levanta inquietações e requer respostas urgentes. Em traços gerais, o problema da Somália prende-se com a instabilidade do Governo e com as ostensivas insurreições de radicais islâmicos, a isto some-se a intervenção da Etiópia, por vezes raiando uma ingerência desmesurada, e estão criadas as condições que inviabilizam a existência de um Estado funcional e seguro. A proliferação da Jihad e o enfraquecimento das correntes mais moderadas são um péssimo augúrio para este país, e pode tornar a Somália num terreiro ideal para treino e doutrinação de terroristas. Hoje, são os jihadistas e os criminosos comuns que contribuem para o acentuar da instabilidade. Contudo, importa não esquecer a participaçã...
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.