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A mostrar mensagens com a etiqueta Conflito israelo-palestiniano

A outra face do conflito israelo-palestiniano

A complexa situação ocorrida num barco de ajuda humanitária a Gaza e que culminou com a morte de alegados pacifistas contribuiu para a deterioração da imagem de Israel no plano internacional. O mundo virou-se contra Israel e são muitos, em particular no mundo da cultura, que preferem afastar-se do Estado hebraico. Há uma tendência para se olhar para o conflito israelo-palestiniano e ver apenas uma das faces do conflito – o sofrimento do povo palestiniano. A própria comunicação social tem uma propensão para dar particular ênfase a esse sofrimento, esquecendo amiúde que o sofrimento também existe no seio dos israelitas. Outra tendência é para subestimar ou até lavar os crimes cometidos por grupos como o Hamas. O terrorismo é relativizado e o sofrimento infligido por estes mesmos grupos ao seu próprio povo é ignorado. Sejamos claros: o Hamas que domina a Faixa de Gaza é responsável pela situação em que se encontra o povo palestiniano nessa região e mesmo que houvesse uma maior abertura de...

Hamas e Israel

Os incidentes que envolveram militares israelitas e alegadamente activistas de várias nacionalidades deram início ao regresso da instabilidade. O conflito israelo-palestiniano é central à instabilidade do Médio Oriente e agora conta com um novo incidente: a morte de quatro palestinianos pela marinha israelita. Israel afirma que se tratava de um comando palestiniano; os palestinianos afirmam que se tratava de um grupo de pescadores. Paralelamente à verdade dos acontecimentos, a violência e a instabilidade voltam a marcar um território fustigado por décadas de guerra. O Governo de direita israelita tem mostrado uma intransigência relativamente aos territórios palestinianos que inviabiliza qualquer hipotética solução. Do lado palestiniano, o facto da Faixa de Gaza ser politicamente dominada – e esse foi o resultado de eleições – pelo Hamas que continua a defender a eliminação de Israel inviabiliza, por sua vez, qualquer hipótese para a paz. O ódio entre estes dois povos é fomentado por di...

O regresso da instabilidade ao Médio Oriente

O conflito israelo-palestiniano tem contribuído inexoravelmente para a instabilidade do Médio Oriente e serve amiúde para acções de violência de grupos fundamentalistas. O ataque israelita a um barco humanitário que resultou na morte de vários activistas que levavam ajuda a Gaza pode ser o novo rastilho de pólvora para uma nova explosão de violência não só no Médio Oriente. Olhar para o Médio Oriente, mantendo a mínima honestidade intelectual, e não criticar severamente ambos os lados do conflito israelo-palestiniano é virtualmente inexequível. Do lado israelita, o Governo de direita inviabiliza quaisquer negociações com o lado palestiniano e transforma a existência de um Estado palestiniano numa miragem; a intransigência israelita tem sido difícil de suportar até para o seu aliado americano: a contínua expansão dos colonatos judaicos, as hesitações em torno da chegada a um acordo sobre a não proliferação nuclear e agora a o ataque das suas forças militares a barcos carregados com ajud...

Ataque de Israel

As imagens de um dos seis barcos de activistas de diversas nacionalidades com rumo à Faixa de Gaza são desconcertantes; quer as imagens que mostram os activistas a ser atacados, quer as imagens reveladas pelas autoridades israelitas que mostram a forma como os militares foram recebidos pelos activistas. Mas há uma grande diferença entre as imagens: numa delas o resultado foi a morte de vários activistas. É difícil explicar este resultado, com a agravante da força ser necessariamente desproporcionada – uns são forças especiais do Exercito israelita, os outros activistas e pacifistas. As consequências para as relações entre Israel e a Turquia (O barco em questão tinha bandeira turca) poderão ser irreparáveis – a opinião pública turca e muçulmana em geral não vai perdoar o ataque israelita a um grupo de activistas que levava ajuda humanitária aos desesperados cidadãos de uma região dos territórios palestinianos isolada – Gaza. Com efeito, a própria situação de Gaza é incompreensível para ...

Estado Palestiniano

Vários países da União Europeia parece concordarem num apoio mais directo à criação de um Estado palestiniano. O Governo israelita continua a advogar a ideia de que ainda não estão reunidas condições para que a criação de um Estado palestiniano. E vive-se assim, há largos anos, num impasse. Israel pretende que sejam respeitadas condições por si impostas para que haja lugar a essa discussão. A questão das fronteiras é mais um pomo de discórdia na já longa disputa entre os dois povos. De igual forma, a divisão ou não da cidade de Jerusalém e a reiterada expansão dos colonatos judaicos são fontes de ininterrupta animosidade. Importa, em rigor, sublinhar que o Governo israelita tem manifestado pouca ou nenhuma vontade em fazer as necessárias concessões para que o diálogo possa ser mais profícuo. De resto, essa recusa de Israel em ceder nada mais é do que o resultado do medo que impregnou a sociedade israelita. Quando parte dos palestiniano escolheram o terrorismo como forma de luta, deitar...

Defesa do indefensável

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, vai fazer a defesa da expansão dos colonatos no encontro com o Presidente americano , como aliás tem feito desde que chegou ao cargo de primeiro-ministro. Ora, nestas circunstâncias verifica-se que qualquer expectativa relativamente à paz na região sai gorada, esta posição do governo israelita representa mais um passo atrás no caminho para a construção de um Estado palestiniano, condição sine qua non para a paz na região. Já aqui se tinha alertado para os perigos deste governo conservador contribuir para um agravamento das tensões entre o lado palestiniano e israelita. Com efeito, a expansão de colonatos na Cisjordânia é precisamente um factor que vai agravar as tensões entre os dois lados, desde logo porque está muito perto de inviabilizar o longo caminho até a criação do Estado palestiniano. É consensual - e consensos são raros no que toca ao conflito israelo-palestiniano - que existem determinadas condições para a exequibilidade de q...

O apelo do Papa

Durante a sua visita a Israel e aos territórios palestinianos, o Papa Bento XVI aproveitou para fazer um apelo à criação do Estado palestiniano. Sendo certo que este Papa não reúne consensos, também é verdade que em algumas das suas posições acabam por revelar algum bom senso. De resto, no caso concreto o apelo do Papa tem a sua razão de ser, embora se possa discutir o local escolhido para esse apelo, feito na Cisjordânia embora também se possa alegar que o apelo faz mais sentido precisamente se for feito nos territórios palestinianos. É evidente que se existe uma frágil esperança de que a paz é possível naquela região do Médio Oriente, essa esperança apoia-se na coexistência de dois Estados soberanos: o Estado de Israel e o Estado da Palestina. Sem a criação de condições para a existência de facto de um Estado palestiniano, qualquer processo de paz para a região estará condenado à nascença. O Papa mais não fez do que sublinhar a importância desta evidência. No essencial, a criação do...

A conferência do Racismo

A conferência sobre racismo, a ter lugar em Genebra, ficou marcada pela divisão ainda antes de começar. Países como os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, Polónia e Israel boicotaram a conferência justificando as suas ausências com a presença na conferência do Presidente iranianoMahmud Ahmadinejad . De facto, o líder iraniano acabou por justificar as ausências destes países ao proferir palavras polémicas sobre a II Guerra Mundial e ao afirmar que "Israel é racista". Vários representantes de países da União Europeia abandonaram a conferência durante o discurso deAhmadinejad. Relembre-se que Mahmud Ahmadinejad tem sido o responsável pelos discursos mais ignominiosos sobre Israel, chegando ao ponto de negar a existência de Israel e de defender o seu desaparecimento. E pese embora seja do conhecimento público queAhmadinejad é um fantoche na mão da elite religiosa que governa o país, é ele que passa a mensagem dos dignatários da teocracia e essa mensagem consegue ser simulta...

Mais um obstáculo à paz

A situação política em Israel, que resultou do mais recente processo eleitoral, constitui um sério obstáculo à paz. As mais recentes notícias dão conta de um acordo entre o partido Trabalhista (centro-esquerda sionista) e o partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Likud, envolvendo a manutenção da pasta da defesa nas mãos de Ehud Barak. Apesar desta notícia acabar por contrariar a tendência para que o novo Governo israelita seja de direita, a verdade é que as coligações de Netanyahu com nacionalistas e ultra-ortodoxos não augura nada de bom para a estabilidade da região. Na verdade, é fácil criticar politicamente os territórios palestinianos, designadamente as escolhas do povo palestiniano e, embora o partido Likud, partido de Netanyahu, não tenha necessariamente conseguido mais votos, este reúne outras condições para fazer uma coligação que Tzipi Livni, a líder do partido Kadima, não conseguiu reunir. Por uma questão de coerência esta coligação de direita (mesmo com alguma par...

Eleições em Israel

O cenário de governação do Estado israelita encontra-se ainda muito indefinido. O partido Kadima, de Tzipi Livni, terá ganho as eleições, mas por uma margem ínfima, sendo que o partido de Benjamin Netanyahu terá alcançado resultados muito próximos do partido Kadima. A possibilidade ser Netanyahu a formar governo é muito forte, tendo em conta o fracasso de Livni nesse sentido e que conduziu a estas eleições. Este cenário confuso não é propriamente estranho aos israelitas. Um dos temas que mais marcou estas eleições foi indubitavelmente a questão de Gaza. O partido de Netanyahu, o Likud, acusou reiteradamente o partido Kadima de ser responsável por um erro estratégico: em 2005 a retirada de Gaza, ordenada por Ariel Sharon, permitiu que o Hamas viesse a ocupar o território, lançando ostensivamente rockets de Gaza para território israelita. O partido Kadima ficou assim em situação desconfortável, em particular pouco tempo depois da intervenção militar israelita para combater o Hamas. Por o...

A impossibilidade da paz

O cessar-fogo entre o Hamas e o Israel começa a dar sinais evidentes de fraqueza. De facto, as expectativas gerais quanto a este cessar-fogo sempre foram diminutas, mas agora os sinais de que o mesmo dificilmente se manterá tornam-se cada vez mais evidentes. A certeza da guerra e a impossibilidade da paz redundam invariavelmente na instabilidade que se vive em toda a região. A impossibilidade da paz prende-se com vários factores, a começar com a natureza e ideologia do movimento radical Hamas. Este movimento tem sido, em vários momentos,o responsável pelo fim das tréguas entre os dois lados. E no essencial, o Hamas inviabiliza a paz no momento em que rejeita e existência de um Estado israelita; ou dito de outro modo, não haverá paz enquanto não coexistirem dois estados: um israelita e outro palestiniano. Paralelamente, o Hamas mantém relações de alguma proximidade com países como o Irão e a Síria. E no caso específico do Irão, importa sublinhar os elementos que tanto o regime iraniano ...

Cessar-fogo na Faixa de Gaza

Começa a ser visível um maior número de sinais de um possível cessar-fogo em Gaza. Depois de intensas movimentações no sentido de se chegar a um acordo entre ambas as partes, agora foi a vez do primeiro-ministro israelita falar da proximidade de um cessar-fogo, ressalvando, porém, a necessidade do Hamas colaborar. Estes sinais são positivos, embora ontem o Hamas tenha registado mais uma baixa de peso - o ministo do interior morreu na sequência de uma raide israelita. A guerra, para muitos desproporcionada, que põe frente-a-frente o movimento radical Hamas e o Estado israelita, não é sustentável durante muito mais tempo. De um modo geral, o povo palestiniano que se encontra em Gaza não tem qualquer hipótese de sobreviver a uma guerra duradoura, em particular quando até as ajudas humanitárias são destruídas pelos raides israelitas. Esta é uma evidência, independentemente do lado que eventualmente se possa escolher para defender. Outro facto não menos evidente prende-se com a natureza do ...

O passado e o futuro no conflito israelo-palestiniano

A discussão sobre o conflito israelo-palestiniano tem vindo a ser minada por um ostensivo regresso ao passado. Discute-se qual das partes da contenda encontra maior legitimidade; quem esteve primeiro no território que se desdobra hoje em Israel e nos territórios palestinianos; quem esteve durante um maior período de tempo nesse território, a quem pertence partes isoladas da região. O problema desta discussão é que nos distancia do essencial e, além disso, a História da região é de tal maneira intrincada que se ajusta à visão que cada um tem do assunto. Assim, os israelitas recordam a chegada das primeiras tribos hebraicas; lembram o tempo de David e Salomão e a cidade de Jerusálem como capital; evocam a ocupação Romana a consequente expulsão dos Judeus (grande diáspora). Já para não falar de conceitos mais vagos, como o da Terra Prometida. O povo palestiniano e os seus fervorosos apoiantes lembram que em 638 chegam os primeiros árabes muçulmanos e a sua permanência e domínio perduraram...

O extremismo na análise do conflito israelo-palestiniano

O conflito israelo-palestiniano, a par de outros conflitos, é caracterizado pelo extremismo de ambas as partes. Mas esse extremismo não se cinge apenas ao conflito propriamente dito, alastrando também às opiniões, análises e posições que são adoptadas por quem discute este intrincado assunto. Consequentemente, ou se é defensor irredutível da posição palestiniana ou se é pro-israelita. Esta radicalização de posições em nada tem ajudado na resolução do problema. A actual incursão israelita na Faixa de Gaza é mais uma oportunidade para assistirmos à digladiação de todo o tipo de argumentos sustentando a posição israelita ou a posição palestiniana. A própria comunidade internacional, com os Estados Unidos à cabeça, tem despendido mais tempo a criticar ou a apoiar um dos lados, do que tem contribuído para um entendimento na região. O mesmo se passa com grande parte dos países vizinhos de Israel. O problema da radicalização de posições é a cegueira a que a mesma conduz. Senão vejamos, as opi...

Necessidade de um cessar-fogo

A guerra que regressou ao Médio Oriente, designadamente à Faixa de Gaza, não pode continuar, sob pena de se agudizar os profundos antagonismos que caracterizam a região. Embora não haja registos, nos últimos anos, de verdadeiros progressos rumo à paz, a perpetuação do conflito que opõe Israel ao Hamas resulta inevitavelmente num agravamento da instabilidade, inviabilizando qualquer processo de paz. A situação que se está a viver nesta parte do Médio Oriente é de grande complexidade, e nada ajuda o extremar de posições, apoiando intransigentemente o lado palestiniano ou o lado israelita. Infelizmente é precisamente isto que está a acontecer. Deste modo, a ofensiva israelita tem o seu fundamento: os ostensivos ataques ao território israelita, levados a cabo pelo Hamas acabariam, mais cedo ou mais tarde, por merecer uma resposta israelita. Todavia, as consequências dessa resposta, em particular se a mesma se traduzir numa verdadeira guerra, poderão ser contraproducentes. Ao invés de se co...

Guerra no Médio Oriente

Vive-se um clima de guerra na Faixa de Gaza e em Israel, guerra que se poderá intensificar nos próximos dias. Os líderes mundiais dividem-se entre aqueles que apoiam e defendem a posição de Israel e outros que criticam severamente essas mesmas posições. O problema não pode ser colocado assim de forma tão redutora. Com efeito, Israel está a responder às constantes provocações do Hamas que domina a Faixa de Gaza, sob a forma de lançamento de rockets para território israelita. E desse ponto de vista, encontra-se na decisão israelita fundamento e legitimidade, pese embora esta decisão de atacar Gaza tenha também um contexto manifestamente político (política interna israelita). Por outro lado, não é possível fazer fé em qualquer processo de paz enquanto o Hamas estiver na linha da frente com o apoio do povo palestiniano. A simples existência do Hamas inviabiliza a futura existência do Estado Palestiniano. Israel, independentemente do Governo que estiver à frente dos destinos do país, não va...

Regresso à instabilidade no Médio Oriente

Sendo verdade que a instabilidade é uma constante no Médio Oriente, em particular em Israel e nos territórios ocupados, a situação na Faixa de Gaza dá um novo significado a essa instabilidade. Não se pode excluir também algum efeito de contágio à Cisjordânia. Além disso, não parece haver intenção quer por parte de Israel, quer por parte do Hamas, de cessarem as hostilidades. O número de mortos e de feridos é que não para de aumentar. O regresso a um cessar fogo parece agora pouco plausível. Uma das consequências da ofensiva israelita na Faixa de Gaza é o extremar de posições até mesmo dos mais moderados. Aliás, já há indícios de problemas na Cisjordânia. A própria Autoridade Palestiniana vai ter dificuldades a Cisjordânia à parte do que se está a passar na Faixa de Gaza. A possibilidade de uma maior união entre Hamas e Autoridade Palestiniana é considerável - o que vai criar novos problemas a Israel que tinha em Mahmoud Abbas alguém com quem era possível encetar negociações. O cenário ...

Conflito israelo-palestiniano…

Reacendeu-se o conflito que opõe palestinianos e israelitas, depois de seis meses de tréguas. A discórdia palestiniana tem um rosto: o Hamas. Israel tem vindo a levar a cabo uma operação militar que visa responder aos ataques perpetrados pelo Hamas durante este mês. As próximas semanas prometem ser de grande violência, tendo em conta que agora espera-se uma nova resposta do Hamas. Fala-se reiteradamente do Irão ao Hamas - cujas relações têm sido profícuas – no sentido de destabilizar Israel, o que, em última instância, permite ao Irão continuar tranquilamente com o seu programa nuclear, enquanto os israelitas vêem-se ocupados com outros problemas. Enquanto a comunidade internacional desdobra-se em pedidos para Israel suspender os ataques, a aliança entre o Irão e o Hamas vai produzindo resultados muito positivos. O ano de 2009 promete ser ainda mais profícuo para esta aliança. ...E a iminência de um conflito entre o Paquistão e a Índia. A notícia que tropas paquistanesas estão a desloc...

Processo de paz no Médio Oriente

Num período de grande instabilidade global, resultado de uma crise financeira internacional que pode rapidamente transformar-se em várias crises políticas, a notícia da SIC, que dá conta do bom andamento do processo de paz entre Israel e territórios palestinianos, é um bom presságio para aquela região. Existem negociações secretas que estão no bom caminho e a produzir resultados. Segundo o correspondente da SIC, Henrique Cymerman, israelitas e palestinianos estão prestes a chegar a um acordo histórico. O acordo pressupõe a saída israelita de praticamente todos os territórios ocupados desde 1967. O acordo abrange também o regresso de 80 mil colonos judeus e a possibilidade de Israel sair de Jerusalém Oriental e a cidade ser dividida em três. O acordo parece ir ao encontro das reivindicações palestinianas e daquilo que tem vindo a ser defendido por inúmeros especialistas – o regresso às fronteiras de 1967. Tzipi Livni, provavelmente a próxima primeira-ministra israe...