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A mostrar mensagens com a etiqueta Freeport

Ultrapassaram-se os limites do aceitável

A nomeação de Domingos Névoa para a Administração de uma empresa cujos capitais são maioritariamente públicos é simplesmente vergonhoso e dá sinais de profunda degradação da classe política. Recorde-se que o Sr. em questão foi condenado em Tribunal pelo crime de corrupção e agora vê a sua conduta premiada com a colocação num cargo de grande relevo de uma empresa pública. As questões éticas que esta nomeação levanta são absolutamente menosprezadas por quem é politicamente responsável por esta nomeação, a começar no Presidente da Câmara de Braga e a acabar nos vereadores que foram coniventes com esta vergonhosa situação. Outro aspecto a reter prende-se com a demora que os partidos políticos a reagir à nomeação. O Bloco de Esquerda teve o bom senso de ser peremptório nas críticas que fez à nomeação, instando os restantes partidos políticos a reagir. Note-se que o PS, partido do Governo, foi o último a reagir e tudo indica que só o fez porque a sua indiferença não cairia bem aos olhos de u...

Ainda o caso Freeport

O processo Freeport é mais um sinal perturbador do estado em que o país se encontra: as televisões mostram gravações de conversas que envolvem o nome do primeiro-ministro; os magistrados do Ministério Público falam em pressões intoleráveis; a Justiça tem dificuldades em dar uma resposta célere; o primeiro-ministro não esconde a sua exasperação e o país vai acompanhando mais uma espécie de novela que mostra a profunda degradação a que o país chegou. Entretanto, todos clamam por uma justiça mais rápida e eficaz e existe uma multiplicidade de notícias relacionada com o Freeport. Veja-se a notícia que dá conta do assalto ao escritório da advogada do alegado autor da carta anónima - assalto fortuito ou nem por isso? Enquanto a Justiça não der uma resposta contundente, a suspeição e a incerteza vão continuar a manchar a imagem do chefe de Governo. Este processo já provocou, pelo menos, uma baixa: a periclitante Justiça. Desta vez a Justiça não pode deixar que o processo se arraste por muito ...

O fantasma do Freeport

O caso Freeport continua a alimentar páginas de jornais e tempo de antena nos principais canais de televisão. Agora foi a vez do procurador-geral da República defender o levantamento do segredo de justiça no processo Freeport. O objectivo é acabar com conjecturas que pairam sobre o processo, designadamente sobre algumas pessoas envolvidas no processo. Esta posição do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, tem o mérito de pretender esclarecer os cidadãos sobre o que se está a passar e, simultaneamente, acabar com as especulações. Este processo Freeport não provoca apenas um desgaste do primeiro-ministro. De facto, se somarmos os escândalos no sector da banca, envolvendo um conselheiro de Estado, se somarmos a descrença generalizada na qualidade da Justiça, e se nos lembrarmos de negócios, envolvendo o Estado, que nem sempre são realizados com beneficio para o país, o desgaste é da própria democracia. A actual conjuntura de crise profunda já é potenciadora de uma fragilização dos...

Crise económica e política

A juntar-se à crise económica cujos efeitos estão a ser devastadores para as economias reais, junta-se agora uma crise política com as crescentes suspeições que recaem sobre o primeiro-ministro a propósito do caso Freeport. Ora, as tão necessárias medidas para atenuar os efeitos da crise não são coadunáveis com uma crise política. O caso Freeport não podia ter vindo em pior altura. Não se trata de desvalorizar o alegado envolvimento do primeiro-ministro na história pouco transparente do Freeport. Mas é precisamente por se tratar do primeiro-ministro que o caso exige uma resolução imediata, sob pena de se estarem a criar condições para uma fragilidade da governação. Este blogue tem um vasto historial de críticas feitas às políticas do actual Executivo, não havendo, consequentemente, constrangimentos de maior ou qualquer tentativa de escamotear o caso Freeport e a alegada participação de José Sócrates no mesmo. Todavia, esta é daquelas situações que corre contra o tempo, ou seja, quanto ...

Consequências políticas do caso Freeport

Neste momento só é sensato discutir-se as eventuais consequências políticas do caso Freeport, deixando que a justiça se encarregue das possíveis consequências judiciais. Do ponto de vista político, é evidente que o caso Freeport ensombra a imagem do primeiro-ministro. O desgaste é evidente. E a comunicação social não consegue esconder a voracidade que este caso lhe está a provocar. O desgaste que as dúvidas, as suspeições e as situações menos transparentes têm causado na imagem do primeiro-ministro são ainda mais graves em ano de eleições. Os principais partidos da oposição têm tido uma actuação genericamente correcta, pelo menos no que toca a declarações extemporâneas que, até ao momento, não tem acontecido. Todavia, mesmo que o caso não seja aproveitado politicamente pelos partidos da oposição, não se pode negar que a contínua torrente de notícias sobre alegadas irregularidades envolvendo familiares de José Sócrates pode causar danos graves nas aspirações políticas do primeiro-minist...

O caso Freeport

O caso Freeport voltou a abrir os serviços noticiosos dos principais canais de televisão. A imagem do primeiro-ministro que já aparecia invariavelmente associada ao caso surge novamente implicada, mas desta vez esse acompanhamento sai reforçado com as diligências à casa e empresa do tio materno de José Sócrates. O envolvimento das autoridades britânicas que investigam a empresa-mãe do outlet desencadeia novas investigações por parte das autoridades portuguesas. O semanário Sol tem publicado notícias que dão conta das investigações das autoridades britânicas sobre irregularidades no processo de licenciamento do outlet. Essas investigações contém uma lista de 15 suspeitos, incluindo um ex-ministro português do Governo de António Guterres. Ora, o nome desse ministro, apesar de não ter sido revelado, começa a parecer evidente para muitos portugueses. As suspeições que agora são reforçadas com as buscas de ontem, vêm ensombrar o primeiro-ministro que vê assim o seu nome indirectamente assoc...