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A mostrar mensagens com a etiqueta Venezuela

A revolução de Chavéz

A revolução de Chávez inspirada nos princípios de Símon Bolívar continua a fazer as suas vítimas para gáudio dos arautos da "Revolução Bolivariana". A comunicação social foi novamente a vítima do despotismo de Hugo Chávez, canais de televisão são punidos, mesmo o canais de cabo, se não prestarem vassalagem a Chavez. A comunicação social não escapa à obrigação (ou será dever patriótico?) de emitir os discursos prolixos de Chávez. O canal que se recusar perde a licença. No passado foi a rádio a principal visada pela senda de autoritarismo que faz parte de quem está à frente dos destinos da Venezuela. Uma das principais consequências da dita revolução bolivariana foi precisamente a liberdade imprensa. O Sr. Chávez para além de ver nos EUA uma espécie de nova peste negra, tem ainda a virtude de privar os seus cidadãos de liberdades essenciais. É também o cerceamento de liberdades fundamentais que fazem a revolução de Hugo Chávez. Há, apesar desta pequena e quase insignificante qu...

Socialismo à Chávez

O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou dar mostras do seu socialismo ao anunciar a intervenção do Estado Venezuelano em terras exploradas por um grupo internacional que se tem dedicado à produção de papel e cartão. Esta é mais uma medida que se insere no socialismo de Chávez e naquilo que é considerado por ele a herança da revolução bolivariana. Não é por acaso que é sobejamente conhecida a atracção que este homem provoca numa esquerda que se sente sozinha, em particular desde o fim do mandato de George W. Bush. E que nem a crise do capitalismo tem preenchido essa solidão. Assim, homens como Chávez cujas políticas trazem reminiscências de outros tempos, são por essa esquerda, venerados. Há, contudo, uma questão que é indissociável das práticas políticas de Chávez: o petróleo. É o petróleo que permite ao Presidente venezuelano aplicar políticas de uma pretensa reforma agrária e políticas "socialistas" que estão a condenar a iniciativa privada. Ora, por muitas críticas ...

Democracia na Venezuela

A democracia venezuelana, ou que o resta dela, sofreu nova derrota com a vitória do Presidente Hugo Chavéz no referendo deste domingo que permite recandidaturas automáticas e acaba com os limites de mandato. Os arautos do Presidente venezuelano dificilmente conseguirão ver nesta vitória de Chávez uma derrota da democracia venezuelana, afinal de contas esta vitória de Chávez é o resultado da vontade do povo, mesmo que pululem alegações de irregularidades no processo eleitoral. Os amigos portugueses de Chávez dificilmente gostariam de ver uma situação semelhante em Portugal, mas como se trata desse grande democrata venezuelano, seguidor de Símon Bolívar, inimigo dos Estados Unidos, a situação passa a ser aceitável. Na verdade, não deixa de ser curioso o fascínio que um homem como Chávez provoca em alguns portugueses. Os argumentos estão reféns do suposto bem que Chávez tem feito ao povo venezuelano, em oposição à corrupção que reinava neste país da América do Sul. Outro argumento utiliza...

Hugo Chavéz novamente no seu melhor

O Presidente da Venezuela, que tantos admiradores tem em Portugal, voltou a dar mostras do seu melhor ao expulsar o embaixador americano na Venezuela. Ora, Chavéz segue assim o exemplo do caricato líder da Bolívia, Evo Morales, que fez o mesmo ao embaixador americano na Bolívia, desencadeando a natural reacção dos Estados Unidos. Além disso, Chávez recebeu ainda esta semana dois bombardeiros russos em seu território, naquilo que é visto como uma clara provocação de Chavéz e manifestação de força de Moscovo. O mundo atravessa um período de grandes incertezas: as relações entre os Estados Unidos e a Rússia sofreram uma degradação sem precedente nas últimas duas décadas; do lado americano alinham os tradicionais aliados, com especial destaque para a União Europeia; do lado russo, aparecem países que pelas mais diversas razões não alinham com o Ocidente e procuram a todo o custo aparecer, mostrar ao mundo que existem. É o caso da Venezuela cuja existência seria anódina, não fos...

Política externa à portuguesa

As últimas semanas foram marcadas por vários momentos, protagonizados pelo primeiro-ministro, em que a subserviência e a bajulação foram as pedras de toque da estratégia do Governo para conquistar o coração de ditadores. O rol de personalidades pouco recomendáveis é extenso: Hugo Chávez, José Eduardo dos Santos, Kadhafi e Obiang. Ora, a política externa do Governo não difere muito, em vários aspectos, do nosso comportamento colectivo com os estrangeiros – o que sobressai é uma subserviência bacoca e que nem sequer produz resultados. Dir-se-á que existem diferenças entre a política externa do actual Executivo e a política externa dos anteriores governos. É verdade. No passado continuávamos a insistir numa lógica de subserviência, procurando frequentemente passar despercebidos; a diferença relativamente ao Governo liderado por José Sócrates é que o primeiro-ministro não abandona essa lógica de subserviência, mas adiciona uma boa dose de bajulação, para que em troca possa estre...

O regresso da Guerra Fria 2

Hugo Chávez, entretanto, desmentiu a notícia, veiculada pela agência noticiosa russa Interfax, que dava conta das intenções do Presidente venezuelano de convidar a Rússia a instalar bases de mísseis em território venezuelano. O que seria vista como sendo uma nítida resposta às intenções americanas de instalarem um escudo de defesa anti-míssil na República Checa e na Polónia. É estranha, porém, a forma como uma agência noticiosa russa cita o Presidente venezuelano, por diversas vezes, a reiterar o convite à Rússia, mostrando total disponibilidade para receber “calorosamente” as Forças Armadas Russas. Chávez terá, inclusivamente, feito uma comparação com Cuba. De qualquer forma, o Presidente venezuelano desmentiu a notícia. Espera-se que haja alguma veracidade no desmentido de Hugo Chávez. Além do mais a retórica a raiar o belicismo não augura nada de bom; mesmo vinda de um líder ruidoso como Hugo Chávez.

O regresso da Guerra Fria?

O inefável Presidente venezuelano, Hugo Chávez, convidou a Rússia a instalar bases militares na Venezuela. O convite foi feito na reunião entre os dois chefes de Estado – Hugo Chávez e Dmitri Medvedev –, em Moscovo. O convite vem no seguimento da recusa russa sobre a instalação de um escudo anti-míssil americano na República Checa e na Polónia. O Presidente venezuelano revela uma enorme propensão para a asneira e tem manifestas dificuldades em conter a retórica irascível que tanto agrada a uma determinada esquerda. Regozijam-se os eternos “inimigos” dos EUA que vêem em Hugo Chávez uma espécie de paladino da luta contra o imperialismo. Depois do fim da União Soviética, do afastamento de Fidel Castro, da mistura insólita de capitalismo selvagem com ortodoxia comunista na China, dos sucessos relativos em matéria económica de países da América do Sul como o caso do Brasil e do Chile que se afastaram de ideologias anacrónicas, resta apenas Chávez para gáudio de uma certa esquerda. Quanto ao...

Entrevista de Mário Soares a Hugo Chávez

A entrevista a Hugo Chávez, no programa da RTP1 “Conversas de Mário Soares”, foi marcada pelo quase monólogo do Presidente venezuelano e pela chuva de elogios de Mário Soares a Chávez. Mário Soares coloca vários epítetos ao Presidente venezuelano que vão desde o “amigo dos pobres e desfavorecidos” culminando noutros elogios da mesma índole. A entrevista parece não ter tido sido alvo de grande visibilidade dos meios de comunicação social, talvez porque se tratou de uma entrevista marcada pelo habitual “one man show” protagonizado, claro está, por Hugo Chávez, não muito diferente daquilo que se pode ver no seu programa num canal venezuelano de televisão. A entrevista foi também marcada pelas habituais críticas de Chávez ao sistema capitalista e pelos anátemas do costume lançados ao Presidente americano. Chávez também não se coibiu de fazer a apologia da liberdade, esquecendo-se de episódios polémicos, designadamente relacionados com o encerramento compulsivo de uma estação de TV venezuel...

Fascínio pelos ditadores

Por altura da visita oficial de José Sócrates à Venezuela, recordemos os contactos entre o primeiro-ministro e líderes que serão tudo menos democráticos. Agora é a vez de Chávez (trata-se do segundo encontro em alguns meses). A visita à Venezuela terá como principal objectivo o contacto com a vasta comunidade portuguesa no país, serão mais 600 mil os portugueses e luso-descendentes. Por conseguinte, a visita de Sócrates, apesar de tudo, encontra aqui a sua fundamentação. É claro que a visita do primeiro-ministro à Venezuela tem subjacentes razões económicas e pretende estreitar laços entre empresas portuguesas e o regime venezuelano. Ora, é sobejamente conhecida a irascibilidade e a consequente regurgitação de alarvidades que caracterizam o Presidente venezuelano, e nestas circunstâncias não convirá muito exasperar o líder da Venezuela. Assim, o primeiro-ministro tenta a todo o custo montar uma operação de charme ao mesmo político que esta semana apelidou Angela Merkel de Hitler. Mais ...

Fronteiras, FARC e Chávez

Instalou-se uma acentuada tensão entre a Colômbia, Equador e Venezuela, depois da Colômbia ter empreendido uma incursão militar em território equatoriano da qual resultou a morte de um dos principais líderes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A reacção do Equador não se fez esperar, e o Presidente colombiano acusou os líderes venezuelano e equatoriano de “patrocinarem” as FARC – o que veio a intensificar o clima de clara animosidade entre estes países. O forma de actuação da Colômbia é, sob todos pontos de vista, criticável, tendo em conta o desrespeito por um Estado soberano, no caso o Equador. Sabendo-se de antemão que as FARC constituem uma ameaça para a Colômbia e que se trata essencialmente de um grupo terrorista, é possível evocar algumas atenuantes para a decisão do Governo colombiano, mas no essencial, esta é uma situação a evitar. Recorde-se, contudo, que o Presidente Colombiano, Álvaro Uribe pediu desculpas pelo incidente. É claro que o clima de instabilid...

A derrota de Chávez

As propostas de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, que foram sujeitas a consulta popular sofreram uma rejeição do povo venezuelano. Essas propostas incluíam o aumento do mandato de 6 para 7 anos e a inexistência de limites na reeleição – talvez o ponto mais polémico das alterações legislativas propostas pelo presidente venezuelano. A derrota de Chávez foi por uma margem mínima, mas ainda assim foi a primeira derrota desde que Chávez chegou ao poder na Venezuela. As análises feitas à posteriori, oscilam entre a esperança de que este sinal de que o povo venezuelano quer a democracia para o seu país, e entre a cautela de quem considera que este momento eleitoral não é mais do que um pequeno obstáculo no caminho de Chávez. Importa sublinhar que muitos venezuelanos se abstiveram desta decisão de aceitar ou não as propostas do presidente da Venezuela. De notar que Hugo Chávez aceitou a derrota e, inclusivamente, apelou à aceitação de todos dos resultados. Contudo, parece evidente, até po...

Mugabe e Chavéz

Pergunta-se com alguma insistência o porquê de tanta celeuma em torno da vinda de Robert Mugabe à Cimeira Europa-Africa, apenas semanas depois de Hugo Chávez ter sido bem recebido em Portugal. A pergunta é pertinente, na precisa medida em que se verificou a forma como Chávez foi recebido pelo primeiro-ministro português, e depois do ministro dos Negócios Estrangeiros português ter já vindo a público dizer que preferia que Mugabe não viesse à Cimeira. Convém, apesar de tudo, sublinhar algumas diferenças numa visita e noutra, procurando fugir à visão redutora de classificar os “ditadores”. A visita de Chávez, não obstante o espectáculo mediático que a caracterizou e a forma um pouco bajuladora como foi recebido, teve a sua razão de ser. A Venezuela, concordemos ou não com o regime de Chávez, é um país que recebeu ao longo de décadas centenas de milhares de portugueses. Aliás, estima-se que entre portugueses e luso-descendentes sejam mais de 600 mil. Só por essa razão não se pode comparar...

Chávez em Portugal

Hugo Chávez, presidente da Venezuela, fez uma visita relâmpago a Portugal e foi recebido pelo primeiro-ministro português. Esta curta visita de Chávez a Portugal segue-se a uma outra feita pelo presidente venezuelano a França, e naturalmente, segue-se à polémica cimeira Ibero-Americana. De resto, foi nesta cimeira que se deu o famigerado episódio protagonizado pelo rei espanhol e pelo presidente da Venezuela. Paralelamente, a comunicação deu amplo destaque à visita de Chávez a Portugal. Em primeiro lugar importa referir os interesses óbvios que Portugal tem na Venezuela – são mais de meio milhão de portugueses e luso-descendentes a viverem nesse país, e os interesses em matéria de recursos energéticos que o país possui são inegáveis. Em segundo lugar, não se pode ignorar que o regime de Chávez está longe de ser o mais democrático, e não raras vezes Chávez, em nome da revolução bolivariana, ignora por completo os princípios mais basilares das democracias. Ora, com este pano de fundo a q...

A resposta de Chávez

Hugo Chávez, o inefável presidente da Venezuela, tem vindo, ao longo destes dias subsequentes à Cimeira Ibero-Americana a intensificar a sua “resposta” ao rei de Espanha. Escusado será relembrar o episódio que marcou a dita cimeira, em que o Rei Juan Carlos se insurgiu contra as provocações reiteradas de Chávez. O que é certo é que o mesmo Chavéz não se tem coibido de responder ao monarca espanhol. A última ameaça do presidente venezuelano recai sobre as relações com Espanha, que segundo Chávez serão revistas. Parece que Hugo Chávez vai rever as relações económicas com Espanha, mais concretamente promete dificultar a vida às empresas espanholas a funcionarem na Venezuela. Curiosamente, Espanha é um dos principais parceiros comerciais da Venezuela. Vamos ver até que ponto Hugo Chávez está disposto a sacrificar essa mesma relação comercial. Por outro lado, não se pode esperar muito do mesmo Chávez que quer transformar, e tem-lo feito, a Venezuela numa nova Cuba – com a vantagem em relaçã...

O momento da Cimeira Ibero-Americana

Não restarão quaisquer dúvidas relativamente ao momento que marcou a XVII Cimeira Ibero-Americana, quando o rei Juan Carlos de Espanha mandou calar o inefável Presidente venezuelano, Hugo Chávez. A situação em si causou algum incómodo entre os dois países, e uma risada geral no resto do mundo. Recorde-se que depois de Chávez chamar “fascista” ao ex-presidente do governo espanhol, José Maria Aznar, o rei espanhol foi incapaz de se conter, e mandou Chávez calar-se. O que o rei espanhol disse foi o que muitos líderes mundiais terão sentido, por algum momento, vontade de fazer. Mas o momento que marcou a Cimeira, é também sintomático de algum mal-estar entre países que seguem uma linha democrática e liberal, e outros países, designadamente a Venezuela, Cuba e Bolívia que seguem uma linha antiliberal e anticapitalista que colide amiúde com valores democráticos considerados essenciais. É, apesar de tudo, indubitável que as relações económicas entre estes dois blocos de países mantêm-se relat...

A Venezuela de Chávez segundo Mário Soares

Mário Soares, em entrevista ao Diário Económico, insurgiu-se contra a “diabolização de Hugo Chávez”, e adiantou ainda que na sua percepção o polémico encerramento do canal de televisão foi uma mera questão de licença que não foi renovada. A entrevista não acaba sem que Mário Soares caracterize o canal em questão como mostrando “uma imensa agressividade e impertinência para com Hugo Chávez”. Antes de qualquer comentário sobre a entrevista de Mário Soares, importa sublinhar a importância que o mesmo teve (e tem) para o país e para a consolidação da democracia. Não obstante as divergências que se possa ter relativamente a algumas posições ideológicas de Mário Soares, o respeito que lhe é devido deve sempre estar presente. O passado não pode ser esquecido, sob pena de cairmos na mais completa hipocrisia. As observações de Mário Soares sobre a Venezuela chocam pela cegueira ideológica e pela naturalidade com que se olha para os claros atropelos à democracia na Venezuela. É mesmo irónico ver...

Venezuela – a derrota das liberdades

A Venezuela, país conhecido de muitos portugueses, atravessa uma crise grave cuja origem está numa suposta revolução bolivariana desencadeada pelo inefável Hugo Chávez. O papel de Cuba nesta metamorfose da Venezuela é absolutamente determinante, aliás, o triângulo do anacronismo, composto pela Venezuela, por Cuba e pela Bolívia são os paradigmas da tal revolução. A dita revolução traduz-se numa retórica pobre disfarçada por um antiamericanismo primário e alicerçada no cerceamento das liberdades. É esta questão das liberdades que está agora na ordem do dia, tanto mais é assim que os meios de comunicação social em todo o mundo noticiam o encerramento compulsivo de órgãos de comunicação social que constituem um óbice nesta senda de Hugo Chávez de consolidar a revolução. Esta forma de actuar, eliminando as vozes incómodas, é sobejamente conhecida e tem sido levada à prática por qualquer ditador de “trazer por casa”; porém, não deixa de ser desconcertante verificar que a transformação da Ve...