As manifestações, as greves levadas a cabo por centenas de milhares de jovens, o empenho do secretário-geral das Nações Unidas e a incansável dedicação da jovem Greta Thunberg já fizeram mais pela causa do que qualquer político ou conjunto de políticos.
No entanto, e apesar de agora sermos todos pelo clima, com medidas pontuais quer por parte de uma classe política que ainda tem dificuldades em introduzir o tema no próprio discurso politico, quer por parte de empresas que sabem que este é bom marketing, a verdade é que nada de substancial mudará enquanto o capitalismo continuar a ser capitalismo e enquanto os cidadãos escolherem verdadeiros mentecaptos dotados de um misto de ignorância e irresponsabilidade nunca antes visto para tomar as decisões políticas.
A própria classe política portuguesa, talvez com excepção do CDS que ainda não percebeu este novo contexto,procura estar na linha da frente do combate às alterações climáticas, uns de forma mais coerente, outros mais hipócritas.
Agora somos todos pelo clima, excepto aqueles cuja acção política ou económica tem verdadeiro impacto. Esses, no melhor dos cenários, vão fingindo. E uma entidade supranacional que seja respeitada e com decisões vinculativas é uma mera utopia,
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