Avançar para o conteúdo principal

A necessidade da "geringonça"

As eleições legislativas aproximam-se a passos largos e a necessidade de se reeditar a actual solução governativa torna-se cada vez mais evidente.
Em primeiro lugar a "geringonça", constituída por BE, PCP e Verdes + PS, inviabilizará um cenário de governação a solo por parte do PS ou de governação do PS com acordos pontuais com o PSD, aqui numa reedição do bloco central que tão nefasto foi para o pais.
Em segundo lugar, a geringonça obriga o Partido Socialista a governar à esquerda. É bem verdade que mesmo com esta solução política o PS inclina-se amíude para a direita, mas imagine-se então o PS a governar sozinho e ávido, por uma lado, por agradar às suas clientelas e, por outro, a Bruxelas.
Finalmente, os contributos de BE, PCP e Partido Ecologista "Os Verdes" são essenciais para uma solução política de sucesso que dá um forte contributo para o enfraquecimento de movimentos populistas que grassam um pouco por toda a Europa.
Cabe ao PS não deixar que vozes como aquelas como as de Carlos César se sobreponham às outras e cabe sobretudo ao PS não viver na ilusão de que terá uma maioria absoluta.
Cabe aos eleitores não esquecerem a importância da actual solução governativa. E se, por um lado, muito está por fazer, imagine-se o que estaria por fazer e que teria sido feito de forma errada se o PS tivesse governado em exclusividade.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Dança das cadeiras com a Alemanha a mandar

A Alemanha voltou a mostrar quem manda na União Europeia, desta feita através de uma jogada política de última hora que, na prática, resultará na escolha de Ursula Von Der Leyen para o cargo de Presidente da Comissão Europeia, substituindo Jean-Claude Junker. A jogada de Merkel deixou os socialistas exasperados por não cumprir o sistema de escolha de um dos Spitzenkandidaten, cabeças de lista. A escolha de Ursula Von Der Leyen que contará com alguma oposição (vamos ver quanta) no Parlamento e a escolha de Lagarde para o BCE são derrotas para os socialistas europeus, mas também deixam um sabor amargo na boca dos cidadãos europeus que assistem a estes golpes encabeçados por países como a Alemanha e a França e seus acólitos, tudo em manifestações pouco consonantes com a democracia. Estas escolhas demonstram uma vez mais que na dança das cadeiras é a Alemanha que manda numa Europa à deriva, a milhas de distância dos seus cidadãos.

Um desastre climático por semana

A frase em epigrafe foi proferida por Mami Mizoturi, representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas - "um desastre climático por semana". Torna-se impossível não perceber a gravidade das alterações climáticas quando o ritmo dos desastres climáticos é tão acelerado.
Ora, este responsável acrescenta ainda que "as alterações climáticas não são do futuro, acontecem hoje". Isto depois do próprio secretário-geral das Nações Unidas ter feito capa da Time dentro de água, desalentado. O desespero é evidente.
A estratégia sugerida passa, desde já, por mais investimento em infra-estruturas, ou seja procurarmos uma adaptação às mudanças. Já.
No meio de cenários tão desoladores, encontramos ainda assim uma boa notícia: a cada vez maior visibilidade e assimilação do problema, o que implicará uma maior pressão, uma militância mais acérrima e uma maior exigência de uma inexorável mudança.
Está a chegar o dia em que líderes como Trump deixem d…