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Nuno Melo insiste e eu também

O cabeça-de-lista pelo CDS às europeias insiste em afirmar que o Vox não é um partido de extrema-direita, isto apesar das propostas do Vox para ilegalizar partidos independentistas em Espanha, isto apesar de propostas no sentido de liquidar as conquistas de minorias, designadamente com propostas homofóbicas, ou de recusar a igualdade entre homens e mulheres com tentativas de acabar com leis de igualdade e contra a violência de género, isto apesar de ser contra as "invasões" de imigrantes. Ainda assim, para Melo o Vox, que mais não é do que o resto putrefacto do franquismo, não é um partido de extrema-direita. Disse-o e repetiu.
Ora, corre-se o risco de pensar que caiu a máscara a Melo e criaturas similares que misturando alhos com bugalhos (uma extrema-esquerda difusa com extrema-direita, como se ambas atropelassem os direitos humanos) procuram normalizar o que não pode ser considerado a norma, nem pode ser considerado aceitável, desde logo por representar um incomensurável retrocesso no que diz respeito aos direitos humanos.
De resto, Nuno Melo, como cabeça-de-lista de um partido da direita democrática, com raízes, supostamente, na democracia cristã, tem a responsabilidade de não normalizar partidos cujo ideário não é de todo consonante com os direitos humanos, a menos que se identifique com esse ideário.

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