Avançar para o conteúdo principal

Cristas e a oposição que se agarra ao que pode

Assunção Cristas representa a oposição que se agarra ao que pode, a oposição do vale tudo, a oposição do desespero. Rui Rio, líder do PSD, prefere outra estratégia, mais contida, menos desesperada, mas que, por sua vez, desespera boa parte do partido, a parte que ainda chora o desaparecimento de Passos Coelho e da sua ideologia de pacotilha acompanhada pelos negócios tradicionalmente obscuros.
Enquanto Rio evita a politiquice de trazer por casa, Cristas abraça-a com gosto. A propósito da queda do helicóptero do INEM, Rui fala de insegurança e ensaia algumas acusações ao Governo. Tenta. Em vão. 
Cristas, por sua vez, anda pelo país a exibir cartazes alertando para os perigos das estradas, ela que fez parte do Governo Passos/Portas que desinvestiram em tudo e mais alguma coisa, com poucas excepções (as do costume).
A solução política congeminada por Costa com a restante esquerda vai funcionando, com o beneplácito do Presidente da República, convenientemente para ele próprio, o que rouba espaço de manobra aos partidos da oposição. Pior, essa mesma oposição, mal servida de lideranças, procura sobreviver a qualquer custo, sobretudo no caso do CDS. Rio é outra questão, a prazo, certamente.
É Assunção Cristas que procura destacar-se agarrando-se ao que pode, por muito pouco que seja, sempre é melhor do que uma mão cheia de nada que é precisamente aquilo que Rio ostenta penosamente.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Dança das cadeiras com a Alemanha a mandar

A Alemanha voltou a mostrar quem manda na União Europeia, desta feita através de uma jogada política de última hora que, na prática, resultará na escolha de Ursula Von Der Leyen para o cargo de Presidente da Comissão Europeia, substituindo Jean-Claude Junker. A jogada de Merkel deixou os socialistas exasperados por não cumprir o sistema de escolha de um dos Spitzenkandidaten, cabeças de lista. A escolha de Ursula Von Der Leyen que contará com alguma oposição (vamos ver quanta) no Parlamento e a escolha de Lagarde para o BCE são derrotas para os socialistas europeus, mas também deixam um sabor amargo na boca dos cidadãos europeus que assistem a estes golpes encabeçados por países como a Alemanha e a França e seus acólitos, tudo em manifestações pouco consonantes com a democracia. Estas escolhas demonstram uma vez mais que na dança das cadeiras é a Alemanha que manda numa Europa à deriva, a milhas de distância dos seus cidadãos.

Um desastre climático por semana

A frase em epigrafe foi proferida por Mami Mizoturi, representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas - "um desastre climático por semana". Torna-se impossível não perceber a gravidade das alterações climáticas quando o ritmo dos desastres climáticos é tão acelerado.
Ora, este responsável acrescenta ainda que "as alterações climáticas não são do futuro, acontecem hoje". Isto depois do próprio secretário-geral das Nações Unidas ter feito capa da Time dentro de água, desalentado. O desespero é evidente.
A estratégia sugerida passa, desde já, por mais investimento em infra-estruturas, ou seja procurarmos uma adaptação às mudanças. Já.
No meio de cenários tão desoladores, encontramos ainda assim uma boa notícia: a cada vez maior visibilidade e assimilação do problema, o que implicará uma maior pressão, uma militância mais acérrima e uma maior exigência de uma inexorável mudança.
Está a chegar o dia em que líderes como Trump deixem d…