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Uma oposição que desapareceu

Em democracia tanto tem importância quem governa como quem faz oposição. É elementar. E em Portugal existe claramente um problema: a oposição desapareceu.
Governo, apoiado pelos partidos à sua esquerda, vai fazendo o seu caminho sem grandes sobressaltos, apesar de nem sempre se posicionar à esquerda, em consonância com quem o apoia, como se viu com a gestão da greve dos estivadores. Ainda assim, vai fazendo o seu caminho.
Os partidos mais à esquerda, vão garantindo esse suporte, apesar de alguns pecados cometidos pelo Executivo de Costa, o último dos quais a referida greve de trabalhadores precários no Porto de Setúbal, alguns arrastando consigo perto de 20 anos de precariedade - os grilhões do século XXI.
Quanto aos partidos de direita - a oposição - assiste-se ao espectáculo deplorável apresentado pela líder do CDS, ora mostrando uma realidade inexistente, ora esquecendo convenientemente os anos de ministra no Governo de Passos Coelho. E o PSD vai fingindo saber o que faz, enquanto boa parte das hostes laranjinhas aguardam ansiosamente pelo regresso do Messias Pedro Passos Coelho - o grandioso Pedro que voltará para correr com a esquerda do poder e aplicar as receitas neoliberais. Até lá, não há oposição. O CDS não chega, é demasiado poucochinho em todas as acepções da palavra e o PSD simplesmente não existe.

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