Avançar para o conteúdo principal

Administração Trump: e para além de tudo o mais, o amadorismo

A Administração Trump não conta, nem contará no futuro, com qualquer adjectivação apreciativa. Ainda assim, não parece haver limites para a actuação quer de Trump, quer da sua família, num registo de perfeito nepotismo.
Agora foi a vez da também ela inefável Melania Trump, mulher do Presidente americano. A primeira-dama exigiu a demissão de um alto cargo da Administração, a n.º 2 do conselho de Segurança Nacional. Segundo a imprensa americana, Melania não se dava bem, já há algum tempo, com a n.º 2 do conselho de Segurança Nacional. A consequência é, logicamente na cabeça daquela gente que ocupa a Casa Branca, o afastamento da pessoa em questão.
Para além de tudo o mais, trata-se de um amadorismo num contexto próximo do absolutismo a que algumas monarquias nos habituaram em tempos idos. Instalada que está a ditadura do quero, posso e mando, resta muito pouco para completar este quadro de desastre absoluto.
E com este exercício de nepotismo e amadorismo, fica de fora, uma vez mais, qualquer oportunidade desta Administração de se centrar no essencial: na política. De resto, estes exercícios e outras idiotias servem precisamente o intento de não se falar do essencial: das medidas políticas da Administração Trump, desde logo porque se se falasse dessas medidas, o Presidente seria obrigado a desdobrar-se em explicações, o que o obrigaria a ter de proferir duas ou três frases gramaticalmente correctas para explanar o seu pensamento político - uma impossibilidade, como se sabe.
Assim, na era dos imbecis na política, resta os exercícios destes amadores para encher páginas de jornais e afins.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Dança das cadeiras com a Alemanha a mandar

A Alemanha voltou a mostrar quem manda na União Europeia, desta feita através de uma jogada política de última hora que, na prática, resultará na escolha de Ursula Von Der Leyen para o cargo de Presidente da Comissão Europeia, substituindo Jean-Claude Junker. A jogada de Merkel deixou os socialistas exasperados por não cumprir o sistema de escolha de um dos Spitzenkandidaten, cabeças de lista. A escolha de Ursula Von Der Leyen que contará com alguma oposição (vamos ver quanta) no Parlamento e a escolha de Lagarde para o BCE são derrotas para os socialistas europeus, mas também deixam um sabor amargo na boca dos cidadãos europeus que assistem a estes golpes encabeçados por países como a Alemanha e a França e seus acólitos, tudo em manifestações pouco consonantes com a democracia. Estas escolhas demonstram uma vez mais que na dança das cadeiras é a Alemanha que manda numa Europa à deriva, a milhas de distância dos seus cidadãos.

Um desastre climático por semana

A frase em epigrafe foi proferida por Mami Mizoturi, representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas - "um desastre climático por semana". Torna-se impossível não perceber a gravidade das alterações climáticas quando o ritmo dos desastres climáticos é tão acelerado.
Ora, este responsável acrescenta ainda que "as alterações climáticas não são do futuro, acontecem hoje". Isto depois do próprio secretário-geral das Nações Unidas ter feito capa da Time dentro de água, desalentado. O desespero é evidente.
A estratégia sugerida passa, desde já, por mais investimento em infra-estruturas, ou seja procurarmos uma adaptação às mudanças. Já.
No meio de cenários tão desoladores, encontramos ainda assim uma boa notícia: a cada vez maior visibilidade e assimilação do problema, o que implicará uma maior pressão, uma militância mais acérrima e uma maior exigência de uma inexorável mudança.
Está a chegar o dia em que líderes como Trump deixem d…