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O congresso das intenções

António Costa foi indubitavelmente a estrela do Congresso do Partido Socialista que se realizou no passado fim-de-semana. Depois da subida de tom das críticas, facto que também se verifica no seio do seu próprio Governo com ministros a assinarem manifestos contra o Governo.
Na verdade a contestação medra a cada dia de passa. De resto fica a ideia de que o ministro das Finanças têm o controlo absoluto do Governo e que os ministros nada podem fazer quanto à degradação dos serviços, como se tem verificado na Saúde, na Educação, no Ensino Superior, etc.
Costa precisava deste congresso para destilar intenções, mas sobretudo para relembrar que é ele o primeiro-ministro, apesar dos sinais em sentido contrário.
No congresso das intenções, Costa quis sobretudo fazer esquecer o poder que o seu ministro das Finanças tem; quis fazer esquecer um país onde as doentes oncológicas não fazem exames atempadamente, onde as crianças são tratadas nos corredores junto a caixotes do lixo, onde algumas escolas funcionam sem condições, etc, mas onde o ministro das Finanças, com um largo sorriso, vangloria-se dos resultados do défice e sonha já com superavit. O sonho de uns é de facto o pesadelo de outros.

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