Avançar para o conteúdo principal

Brincar às lideranças mundiais


O vice-Presidente americano, Mike Pence, alertou o líder norte-coreano, Kim Jong-un para não brincar com Donald Trump, designadamente se a famigerada reunião entre o líder americano e norte-coreano sempre se realizar em Singapura. Mais concretamente Pence afirmou que “seria um grande erro Kim Jong-un pensar que pode brincar com Donald Trump”.
Tudo isto faria alguma espécie de sentido se Trump fosse dado a coisas sérias e não se comportasse como uma criança empenhada em “lixar o outro puto” - Barack Obama. Só assim se explica que se tenha deitado fora parte da lei Dodd-Frank aprovada no rescaldo da crise do sector financeiro em 2008, com o cunho, claro está, do Presidente da altura Barack Obama. Só assim se explica mais uma machadada na pouca regulação e supervisão do sector financeiro.
Trump brinca às lideranças mundiais, cheio de si próprio, continua a considerar necessário hostilizar aquele líder norte-coreano difícil de definir. Depois de “fogo e fúria” e outras ameaças, depois ainda de andar a brincar aos cowboys, o Presidente americano insiste num caminho sem saída, mesmo depois de tomadas de posição históricas por parte da Coreia do Norte.
Na verdade essas decisões históricas, a começar pela desnuclearização da Coreia do Norte não parece suficiente para refrear os ímpetos pueris de Trump. O Presidente americano de duas uma: ou quer “lixar o outro puto” (Obama) ou quer meter-se com o outro miúdo Kim Jong-un), aparentemente mais fraco, mas indiscutivelmente estranho e imprevisível.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Dança das cadeiras com a Alemanha a mandar

A Alemanha voltou a mostrar quem manda na União Europeia, desta feita através de uma jogada política de última hora que, na prática, resultará na escolha de Ursula Von Der Leyen para o cargo de Presidente da Comissão Europeia, substituindo Jean-Claude Junker. A jogada de Merkel deixou os socialistas exasperados por não cumprir o sistema de escolha de um dos Spitzenkandidaten, cabeças de lista. A escolha de Ursula Von Der Leyen que contará com alguma oposição (vamos ver quanta) no Parlamento e a escolha de Lagarde para o BCE são derrotas para os socialistas europeus, mas também deixam um sabor amargo na boca dos cidadãos europeus que assistem a estes golpes encabeçados por países como a Alemanha e a França e seus acólitos, tudo em manifestações pouco consonantes com a democracia. Estas escolhas demonstram uma vez mais que na dança das cadeiras é a Alemanha que manda numa Europa à deriva, a milhas de distância dos seus cidadãos.

Um desastre climático por semana

A frase em epigrafe foi proferida por Mami Mizoturi, representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas - "um desastre climático por semana". Torna-se impossível não perceber a gravidade das alterações climáticas quando o ritmo dos desastres climáticos é tão acelerado.
Ora, este responsável acrescenta ainda que "as alterações climáticas não são do futuro, acontecem hoje". Isto depois do próprio secretário-geral das Nações Unidas ter feito capa da Time dentro de água, desalentado. O desespero é evidente.
A estratégia sugerida passa, desde já, por mais investimento em infra-estruturas, ou seja procurarmos uma adaptação às mudanças. Já.
No meio de cenários tão desoladores, encontramos ainda assim uma boa notícia: a cada vez maior visibilidade e assimilação do problema, o que implicará uma maior pressão, uma militância mais acérrima e uma maior exigência de uma inexorável mudança.
Está a chegar o dia em que líderes como Trump deixem d…