Avançar para o conteúdo principal

Brincar às lideranças mundiais II


Para aqueles que acreditaram que Donald Trump poderia de facto ser um líder mundial e contribuir positivamente para a resolução do problema norte-coreano, a desilusão chegou em força nos últimos dias.
Ora, Trump, depois de mais exercícios de puerilidade, declarou finalmente não estar presente na cimeira com a Coreia do Norte, afirmando “não ser apropriado, neste momento”. Horas depois o Pentágono reforçou o seu apoio ao Presidente e declarou estar pronto para atacar a Coreia do Norte esta noite… “já esta noite”.
Por conseguinte, aqueles que acreditaram que a os cowboys americanos estavam mais calmos, tiveram nova desilusão.
Entretanto, a Coreia do Norte demoliu campo de testes nucleares.
Os cowboys, esses, liderados por um Presidente inepto e pueril, insistem no campo da confrontação, sem oferecerem razões que justifiquem essa estratégia, sem razões para além de andarem a brincar às lideranças mundiais.
Se provas fossem necessárias com o intuito de demonstrar que esta Administração americana não só é um desastre como absolutamente incapaz de funcionar como liderança, a forma como o dossier norte-coreano tem sido gerido é suficientemente taxativa.
Ávidos por um nova guerra, apoiados por uma poderosa indústria do armamento, mas incapazes de apontar no mapa o país ou a região para fazer a dita guerra, esta Administração aponta em várias direções, um pouco como aquela criança, mascarada de forma anacrónica como um cowboy que, com a sua pistola, aponta e dispara em todas as direções. E para aqueles que consideram a analogia exacerbada, demonstrem que a geo-política americana não se transformou num carnaval.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Direitos e referendo

CDS e Chega defendem a realização de um referendo para decidir a eutanásia, numa manobra táctica, estes partidos procuram, através da consulta directa, aquilo que, por constar nos programas de quase todos os partidos, acabará por ser uma realidade. O referendo a direitos, sobretudo quando existe uma maioria de partidos a defender uma determinada medida, só faz sentido se for olhada sob o prisma da táctica do desespero. Não admira pois que a própria Igreja, muito presa ao seu ideário medieval, seja ela própria apologista da ideia de um referendo. É que desta feita, e através de uma gestão eficaz do medo e da desinformação, pode ser que se chumbe aquilo que está na calha de vir a ser uma realidade. Para além das diferenças entre os vários partidos, a verdade é que parece existir terreno comum entre PS, BE, PSD (com dúvidas) PAN,IL e Joacine Katar Moreira sobre legislar sobre esta matéria. A ideia do referendo serve apenas a estratégia daqueles que, em minoria, apercebendo-se da su...

O anacronismo do PCP

Domingos Lopes, destacado militante comunista, decidiu abandonar o partido e explicar o porquê desse abandono. As explicações deste militante vão na mesma linha de outros que se afastaram voluntariamente ou que foram convidados a sair e centram-se na aversão do partido ao diálogo, a dificuldade visível em lidar com a pluralidade de opinião, e na ortodoxia cega que este partido demonstra ter em relação ao que se passa no mundo. É por demais evidente que a saída do militante em questão não terá sido fruto do acaso, a pouco menos de duas semanas de um importante período eleitoral. As razões que estão subjacentes à saída de Domingos Lopes poderão não ser totalmente conhecidas, mas aquilo que é enunciado pelo ex-militante do PCP em matéria de visão do mundo e democracia interna do partido já é sobejamente conhecido. Aliás, as opiniões de dirigentes do PCP sobre regimes totalitários como o norte-coreano já não provocam espanto em ninguém. Dentro do partido há quem se reveja nototalitarismo ...

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...