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Estar bem com Deus e com o Diabo

António Costa tem jogado bem as suas cartas, mais à esquerda, bem entendido. Nova carta se apresentou depois do congresso do PSD e depois da saída de Passos Coelho. Essa nova carta é, claro está, Rui Rio - uma carta sorridente e aparentemente aprazível, mais do que o seu antecessor Passos Coelho.
Costa que até agora tem sido um brilhante estratega parece estar a perder qualidades, designadamente quando considera ser possível estar bem com Deus e com o Diabo, pegando nas palavras de Jerónimo de Sousa.
Deste modo, o primeiro-ministro deixa Mário Centeno mostrar toda a sua inflexibilidade em relação ao défice - talvez para fazer boa figura no Eurogrupo - e senta-se com a tal carta sorridente - Rui Rio - para a aprovação de medidas.
Os partidos à esquerda do PS vão suportando estoicamente os devaneios do PS. Mas até quando?
Costa engana-se quando pensa que pode estar bem com Deus e com o Diabo; Costa engana-se redondamente se está a fazer fé num resultado brilhante nas próximas legislativas, um resultado que lhe permita governar sozinho; e Costa ilude-se com a carta sorridente, mas passageira, do PSD. Costa engana-se se julga que a geringonça é à prova de tudo. 

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