Avançar para o conteúdo principal

Uma prisão para gáudio de muitos

"Puig-the-end" é o título de um artigo de opinião no jornal El Pais, reproduzido pelo Expresso português. A prisão de Puigdemont e o fracasso das ambições independentistas e algumas meramente apologistas de mais soberania são razões para regozijo daqueles que querem simplesmente esmagar as aspirações de um povo. Rajoy e sus muchachos da ala fraquista do PP escondem-se por detrás do sistema judicial para ajustarem contas políticas e estão efectivamente a ser bem sucedidos. Para já.
Resta saber como reagirá parte dos catalães, aqueles que lutam por mais soberania e aqueles que lutam pela independência. Para já, assiste-se a manifestações, umas pacíficas, outras nem tanto. Mas até quando? Será que o povo catalão, boa parte dele, continuará a ser esmagado sem nenhuma reacção para além das manifestações?
Rajoy e sus muchachos brincam com o fogo. Rajoy porque é fraco, tão simples quanto isto, e procurou através da questão catalã passar a imagem contrária; sus muchachos porque herdaram o ódio do franquismo à causa independentista e até, em larga medida, à própria Catalunha.
Esta prisão, sobretudo esta, serve para animar as hostes anti-independentistas. A ver vamos se a resposta será ficará apenas pelas tais manifestações. Prefere-se brincar com o fogo, através da repressão, do que enveredar pelo caminho mais natural em democracia: o diálogo. Porém democracia diz muito pouco ao anódino Rajoy e a sus muchachos.  

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Dança das cadeiras com a Alemanha a mandar

A Alemanha voltou a mostrar quem manda na União Europeia, desta feita através de uma jogada política de última hora que, na prática, resultará na escolha de Ursula Von Der Leyen para o cargo de Presidente da Comissão Europeia, substituindo Jean-Claude Junker. A jogada de Merkel deixou os socialistas exasperados por não cumprir o sistema de escolha de um dos Spitzenkandidaten, cabeças de lista. A escolha de Ursula Von Der Leyen que contará com alguma oposição (vamos ver quanta) no Parlamento e a escolha de Lagarde para o BCE são derrotas para os socialistas europeus, mas também deixam um sabor amargo na boca dos cidadãos europeus que assistem a estes golpes encabeçados por países como a Alemanha e a França e seus acólitos, tudo em manifestações pouco consonantes com a democracia. Estas escolhas demonstram uma vez mais que na dança das cadeiras é a Alemanha que manda numa Europa à deriva, a milhas de distância dos seus cidadãos.

Um desastre climático por semana

A frase em epigrafe foi proferida por Mami Mizoturi, representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas - "um desastre climático por semana". Torna-se impossível não perceber a gravidade das alterações climáticas quando o ritmo dos desastres climáticos é tão acelerado.
Ora, este responsável acrescenta ainda que "as alterações climáticas não são do futuro, acontecem hoje". Isto depois do próprio secretário-geral das Nações Unidas ter feito capa da Time dentro de água, desalentado. O desespero é evidente.
A estratégia sugerida passa, desde já, por mais investimento em infra-estruturas, ou seja procurarmos uma adaptação às mudanças. Já.
No meio de cenários tão desoladores, encontramos ainda assim uma boa notícia: a cada vez maior visibilidade e assimilação do problema, o que implicará uma maior pressão, uma militância mais acérrima e uma maior exigência de uma inexorável mudança.
Está a chegar o dia em que líderes como Trump deixem d…