Avançar para o conteúdo principal

Sanções

O regime de Pyongyang, em consequência do teste nuclear de 3 de Setembro, foi alvo de novas sanções, mais abrangentes e com o apoio dos seus aliados Rússia e sobretudo China. Na resposta Kim Jong-un, líder endeusado da Coreia do Norte, fez novas ameaças aos EUA, com promessas de infligir a "maior dor de sempre".
Sendo certo que a gravidade das sanções só não foi mais longe porque precisamente a Rússia e China intervieram no âmbito das Nações Unidas, também é verdade que a repreensão passada ao regime de Pyongyang contou ainda assim com o apoio de países que tradicionalmente são complacentes com os desvarios do regime mais fechado do mundo, prova em como a Coreia do Norte ultrapassou os limites ao fazer o maior teste nuclear de que há registo.
As sanções visam concretamente têxteis e crude originando um maior isolamento do país. O objectivo das Nações Unidas é claro: obrigar o regime a travar o desenvolvimento de tecnologia nuclear que se consubstancia numa ameaça constante aos países vizinhos, produzindo instabilidade na região que se poderá tornar global. A tarefa não será fácil. Quaisquer negociações com o regime terão que que contar com a China. Este país condena as acções norte-coreanas, mas está longe de lhe retirar o apoio, preferindo as Coreias divididas do que uma Coreia debaixo da influência norte-americana.

Kim Jong-un, como se vê, age com particular violência nas palavras e actos. Não existem muitas formas de se lidar com este problema e as sanções dificilmente terão a eficácia desejada. De resto, o regime encostado à parede pode reagir ainda com maior violência. Afinal de contas Kim Jong-un não quer ter o mesmo destino de outros ditadores e usa o nuclear e a violência como forma de evitar esse mesmo destino.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

PSD: Ainda agora começou e parece que já está a acabar

Dois dias depois da realização do congresso do PSD as vozes da discórdia fazem-se ouvir, designadamente Luís Marques Mendes e José Miguel Júdice. E se o congresso foi particularmente negativo para o recém-eleito Rui Rio, o dia seguinte não está a ser melhor. Rio eleito para uma liderança de transição, mesmo que obviamente não admitida, não terá qualquer estado de graça, até porque há uma parte do partido que se sente excluído, sobretudo agora que já choraram o desaparecimento do pai Passos Coelho e que estão preparados para virar a página.  Por outro lado, Rio fez as piores escolhas possíveis, designadamente a vice-presidente, facto que terá provocado reacções negativas não só por parte dos apaniguados de Passos Coelho, mas de quase todo o partido. E as explicações estão longe de ser convincentes. As democracias vivem de pluralidade, sobretudo no que diz respeito às escolhas políticas. A fragilidade do PSD não é uma boa notícia, mas não deixa de ser uma consequência dir...

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...

Direitos e referendo

CDS e Chega defendem a realização de um referendo para decidir a eutanásia, numa manobra táctica, estes partidos procuram, através da consulta directa, aquilo que, por constar nos programas de quase todos os partidos, acabará por ser uma realidade. O referendo a direitos, sobretudo quando existe uma maioria de partidos a defender uma determinada medida, só faz sentido se for olhada sob o prisma da táctica do desespero. Não admira pois que a própria Igreja, muito presa ao seu ideário medieval, seja ela própria apologista da ideia de um referendo. É que desta feita, e através de uma gestão eficaz do medo e da desinformação, pode ser que se chumbe aquilo que está na calha de vir a ser uma realidade. Para além das diferenças entre os vários partidos, a verdade é que parece existir terreno comum entre PS, BE, PSD (com dúvidas) PAN,IL e Joacine Katar Moreira sobre legislar sobre esta matéria. A ideia do referendo serve apenas a estratégia daqueles que, em minoria, apercebendo-se da su...