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Recebida de braços abertos


Foi assim que a comunicação social descreveu a primeira reunião de Maria Luís Albuquerque em contexto europeu. A imagens da reunião de ministros das Finanças, a primeira, na qualidade de ministra, de Maria Luís Albuquerque são elucidativas: abraços, beijinhos, sorrisos e elogios de um grupo de ministros que ficará na História como coveiros da União Europeia.
É evidente que a recepção não podia ser outra coisa que não aquele espectáculo deprimente que as televisões mostraram.
O ministro das Finanças alemão já elogiou a aposta na continuidade e disso mesmo que se trata: de continuidade. A continuidade das políticas que arrasaram os países periféricos que arrastarão consigo toda a Europa.
Maria Luís Albuquerque vai seguir indefectivelmente a linha do seu antecessor, dando a tal continuidade às políticas de uma Europa em declínio. Esse é um facto.
É também importante sublinhar que a recepção de braços abertos seria feita até no caso de um macaco ter sido escolhido para ministro das Finanças, desde que esse macaco estivesse comprometido com a linha de austeridade e liquidação dos países periféricos.
Talvez seja um problema exclusivamente meu, mas as imagens de rostos sorridentes e o ambiente festivo na reunião de ministros das Finanças da zona euro não se coaduna com o ambiente negro que se vive em boa parte da Europa.

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