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Mensagens

O chumbo que assustou o mundo

A Câmara dos Representantes chumbou o plano financeiro do Presidente Bush, numa manobra que surpreendeu o mundo. O chumbo assusta o mundo financeiro e não só, e durante mais alguns dias (pelo menos até quinta-feira), todos vão estar a aguardar ansiosamente pela decisão de Washington. A Europa acusa os Estados Unidos de irresponsabilidade. Ora, a orientação de voto de alguns congressistas republicanos foi mais orientada em função das eleições que se aproximam para a Câmara dos Representantes, no mês que se aproxima, do que propriamente com o interesse do país. A intervenção do Estado americano é uma inevitabilidade, seja através deste plano ou de um plano alternativo; o que parece ser uma certeza é que os mercados não podem estar muito tempo à espera. Entretanto, na Europa continuam, paulatinamente, algumas ameaças de falências e as subsequentes intervenções estatais. Todavia, o plano, que já não será este, não pode ser um mero paliativo não acompanhado de medidas que previnam os excess...

Casas em Lisboa

A imprensa escrita tem noticiado situações irregulares que envolvem a Câmara Municipal de Lisboa, na distribuição de casas da própria câmara. As notícias indicam que várias casas da câmara foram atribuídas indevidamente a quem delas não necessita. Convinha que as pessoas envolvidas explicassem aos cidadãos as razões que as levaram a ocupar casas e pagar por elas quantias tão baixas. Afinal de contas, a Vereadora que tem a pasta social está a ser directamente implicada nesta situação – pagando menos de 150 euros por uma casa da Câmara – ainda não deu explicações. Tudo se torna mais grave quando se explica a situação com a falta ou a ineficiência das leis, o que permitiu que isto perdure por décadas. Importa sublinhar que, a provar-se que foram atribuídas casas a pessoas, de forma indevida, coarctando a distribuição das mesmas a quem realmente necessita, há quem deva ser responsabilizado por toda esta situação de manifesto abuso. Urge, portanto, um esclarecimento cabal de quem tem e teve...

O próximo debate

Depois do primeiro debate, que pôs frente-a-frente os candidatos presidenciais, Barack Obama e John McCain, segue-se o debate entre os candidatos à Vice-Presidência, Joe Biden e Sarah Palin. Este debate será seguramente interessante, muito graças à curiosidade em torno da desconhecida Sarah Palin. Do debate entre os dois candidatos à presidência dos EUA saiu um empate, pese embora algumas sondagens terem dado a vitória a Obama. Mas o debate entre os candidatos à Vice-Presidência não vai ficar para trás, no que diz respeito ao interesse. Joe Biden, o candidato democrata, domina amplamente assuntos de política externa e tem uma experiência política sem paralelo com Sarah Palin. Em entrevistas anteriores, Sarah Palin mostrou desconhecer praticamente tudo, em particular no que diz respeito à chamada doutrina Bush e em matéria de política externa. Vai ser curioso ver o desempenho da candidata republicana. Parece-me que o debate vai muito desfavorável a Palin que, recentemente, encontrou-se ...

O boicote

A DECO tinha proposto aos Portugueses que fizessem um boicote às bombas de gasolina, durante o dia de hoje, em sinal de protesto contra a falta de transparência no sector. A ideia seria fazer pressão ao Governo e à Autoridade da Concorrência para inverter a estranha situação que se caracteriza por subidas rápidas e determinadas do preço da gasolina/gasóleo quando o petróleo sobe, e na ausência de uma redução do preço ou na lentidão e inconsequência dessas reduções quando o petróleo baixa consideravelmente. O povo português queixa-se muito de ser ele próprio letárgico, mas quando tem uma oportunidade de mostrar aquilo que pensa, ou fica em casa, ou não participa nos poucos caminhos que tem ao seu dispor para mostrar o que pensa. Até à hora de almoço, era possível ver muitos portugueses a abastecerem o carro, apesar de o dia ser de boicote. Na verdade há um descontentamento generalizado em relação ao preço dos combustíveis, mas quando surge uma forma de mostrar esse descontentamento, fal...

Obama continua a subir

A última semana foi muito positiva para o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama. As fragilidades reveladas pelo trunfo de McCain, Sarah Palin, designadamente numa entrevista em que denotou não dominar áreas essenciais; acresce isto a catadupa de falências e ameaças de falências que trouxeram para a ordem do dia a crise financeira, e o resultado é a subida de Obama. Todavia, ainda é cedo para se perceber se a subida de Obama consolidar-se-á nas próximas semanas ou se, pelo contrário, trata-se de liderança anódina que se poderá desvanecer até ao mês de Novembro. Não querendo correr o risco de fazer futurologia, acredito que a liderança de Obama vai-se consolidar. Se a última semana foi positiva para Obama, foi, em sentido diametralmente oposto, desastrosa para o seu opositor, John McCain.É inevitável não associar o candidato republicano ao liberalismo e aos seus excessos que surgem associados à actual crise e as contradições do candidato são evidentes: há escassos meses mostrav...

Não faltaram os avisos

A discussão sobre crise financeira cuja dimensão é inevitavelmente global, embora o seu epicentro tenha sido nos Estados Unidos, tem sido caracterizada por uma palavra: regulação. Ninguém parece saber bem como, mas todos clamam por uma maior e mais eficaz regulação. Consequentemente, não deixa de ser curioso ver e ouvir os mais liberais, do ponto de vista económico, clamaram por mais regulação. Hoje o mundo está suspenso pela aprovação do Congresso do plano de recuperação proposto pela Administração Bush, as relutâncias abundam e a incerteza domina a actualidade. É curioso que desde há muito tempo a esta parte são muitos os que pugnam por mais ética e uma maior regulação dos mercados financeiros; são muitos os que advogam um sistema que não deixe os mercados em roda livre. E nem sequer se trata daqueles movimentos anti-globalização, são pessoas que não rejeitam o sistema capitalista, mas antes rejeitam os excessos desse capitalismo, augurando a inevitabilidade desses excessos acabarem ...

Estratégia de Segurança Rodoviária

Ontem foi notícia um conjunto de medidas a aplicar até 2015, com a designação de Estratégia de Segurança Rodoviária. A introdução da carta por sistema de pontos, alterações no sistema das escolas de condução, a melhoria da sinalização e o aumento dos radares são algumas das medidas que fazem parte da Estratégia de Segurança Rodoviária que tem como objectivo diminuir a morte nas estradas. O objectivo em si mesmo é meritório, continuam a morrer demasiadas pessoas nas estradas portuguesas. Mas existem outras questões que fogem ao âmbito da legislação, como é o caso inequívoco da ausência de civismo que marca indelevelmente o comportamento de muitos condutores e cujas consequências podem também elas ser trágicas. A tentativa de se concertar esforços – são vários os ministérios que vão trabalhar esta questão – é um bom caminho, mas quando o civismo é diminuto ou inexistente tudo se torna mais complicado. Há uma questão incontornável quando se fala de segurança rodovi...